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Este blog nasce com a missão de ser mais do que apenas um repositório de informações. Queremos criar uma comunidade vibrante e colaborativa, onde possamos discutir temas relevantes, explorar novas abordagens pedagógicas e encontrar soluções criativas para os desafios que enfrentamos na educação.
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Alfabetização e emoções caminham juntas no aprendizado
O estado emocional de uma criança determina, em grande medida, sua capacidade de absorver novos conhecimentos. Durante a alfabetização, esse fator se torna ainda mais evidente. Estudos em neurociência educacional mostram que crianças ansiosas, inseguras ou sob pressão excessiva apresentam maior dificuldade para consolidar aprendizagens relacionadas à leitura e escrita. O córtex pré-frontal, região cerebral responsável por funções como atenção, memória de trabalho e planejamento, tem seu funcionamento comprometido quando a criança está emocionalmente desregulada. Crianças que associam a alfabetização a momentos prazerosos desenvolvem motivação intrínseca para aprender. Quando uma família lê histórias antes de dormir, cria memórias afetivas positivas vinculadas aos livros. Quando um professor celebra pequenas conquistas sem dramatizar erros, transmite a mensagem de que aprender envolve tentativas e ajustes. Esses contextos emocionais favoráveis fazem diferença mensurável no processo de aprendizagem, tornando a criança mais receptiva, curiosa e persistente. Vínculos afetivos como base para o aprendizado A qualidade das relações entre criança e adultos alfabetizadores impacta diretamente os resultados educacionais. Professores que estabelecem vínculos genuínos com seus alunos, demonstrando interesse sincero por suas dificuldades e progressos, criam condições muito mais favoráveis à aprendizagem. Da mesma forma, pais que dedicam tempo para ouvir as experiências escolares dos filhos, sem julgamentos ou comparações, fortalecem a confiança necessária para enfrentar os desafios da leitura e da escrita. Momentos de leitura compartilhada entre pais e filhos exemplificam como afeto e aprendizado se entrelaçam. Quando um adulto lê para uma criança, oferece muito mais que palavras: oferece atenção exclusiva, proximidade física, entonação que dá vida aos personagens, possibilidade de fazer perguntas e comentários. Essas experiências criam associações positivas com os livros que se estendem para além da infância, formando leitores que buscam a leitura não por obrigação, mas por prazer genuíno. "A alfabetização acontece sempre dentro de relações humanas, e crianças aprendem melhor quando se sentem seguras e valorizadas", destaca Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto. Essa segurança emocional permite que a criança arrisque, experimente e erre sem medo de reprovação, elementos fundamentais em qualquer processo de aprendizagem significativa. Respeitar o ritmo individual reduz sofrimento Comparações entre crianças representam uma das principais fontes de ansiedade durante a alfabetização. Cada criança possui um trajeto único de desenvolvimento, influenciado por fatores neurológicos, cognitivos, culturais e emocionais. Algumas apresentam prontidão para a leitura mais cedo, outras precisam de tempo adicional para alcançar a maturidade necessária. Pressionar uma criança que ainda não está pronta gera frustração, baixa autoestima e pode criar bloqueios que dificultarão aprendizagens futuras. Respeitar o ritmo individual não significa ausência de exigência ou falta de compromisso com a aprendizagem. Significa compreender que desenvolvimento humano não segue cronogramas rígidos e que forçar etapas pode ser contraproducente. Pais e educadores precisam calibrar expectativas, observar sinais de prontidão e oferecer desafios adequados ao momento de cada criança. Crianças que vivenciam situações emocionalmente difíceis - como separação dos pais, mudanças de cidade, perdas familiares ou nascimento de irmãos - frequentemente apresentam dificuldades temporárias de aprendizagem. A energia emocional necessária para processar essas experiências compete com a energia cognitiva exigida pela alfabetização. Nesses momentos, acolhimento e ajustes temporários nas expectativas são mais importantes que insistência em manter o ritmo anterior. O poder do lúdico na construção do conhecimento Brincar é a linguagem natural da infância e representa o caminho mais eficaz para aprendizagens significativas. Jogos com letras móveis, caça ao tesouro com pistas escritas, criação de histórias em quadrinhos, teatro de fantoches, brincadeiras com rimas e trava-línguas tornam a alfabetização mais atrativa e menos árida. Quando a criança brinca enquanto aprende, ela se engaja de forma mais profunda, experimenta sem medo de julgamento e desenvolve habilidades de maneira integrada. Atividades lúdicas também permitem que crianças com diferentes perfis de aprendizagem encontrem caminhos adequados para si. Algumas aprendem melhor através de movimentos corporais, outras preferem manipular objetos concretos, outras ainda se beneficiam de estímulos visuais ou auditivos. Quanto maior a variedade de estratégias lúdicas oferecidas, maiores as chances de que cada criança encontre formas que façam sentido para ela. Massinha de modelar para formar letras, pintura de palavras, jogos de memória com sílabas, músicas que exploram sons da língua são exemplos de recursos que desenvolvem habilidades enquanto mantêm o interesse e a motivação da criança. "Quando integramos brincadeiras ao processo de alfabetização, respeitamos a natureza infantil e tornamos o aprendizado mais prazeroso e efetivo", afirma Derval Fagundes de Oliveira. Ambiente familiar que estimula sem pressionar Famílias desempenham papel importante na alfabetização, mas não precisam se transformar em extensões da sala de aula. Criar um ambiente favorável envolve práticas simples: disponibilizar livros adequados aos interesses da criança, ler regularmente para ela, demonstrar curiosidade sobre o que está aprendendo, valorizar tentativas mesmo quando imperfeitas, proporcionar materiais diversos para desenhar e escrever. Pais que demonstram paciência diante dos erros transmitem segurança fundamental. Quando uma criança escreve "kaza" em vez de "casa" e o adulto reage com irritação ou excesso de correções, ela pode começar a evitar a escrita por medo de errar. Por outro lado, quando o adulto valoriza o esforço e aproveita a oportunidade para ensinar sem críticas, a criança mantém a disposição para tentar novamente. Limitar o tempo de telas e criar momentos de conversas significativas também contribui para o desenvolvimento linguístico. Crianças que participam de diálogos ricos, que são ouvidas e que têm oportunidades de expressar opiniões desenvolvem vocabulário mais amplo e estruturas linguísticas mais complexas. Essas habilidades orais formam a base sobre a qual a alfabetização se constrói. Construindo autoestima através da competência Crianças que aprendem a ler e escrever experimentam sensação poderosa de autonomia. Conseguir decifrar uma placa na rua, ler um bilhete deixado pelos pais, escrever o próprio nome, acessar informações em um livro representa conquistas que fortalecem o senso de competência. Essas pequenas vitórias, quando reconhecidas e celebradas, constroem autoestima sólida e motivação para enfrentar desafios mais complexos. Por isso, é importante criar oportunidades para que crianças usem a leitura e a escrita de forma funcional e significativa. Escrever listas de compras, ler receitas para fazer um bolo, criar convites, escrever bilhetes para familiares, ler placas e embalagens no supermercado demonstram a utilidade prática dessas habilidades. Quando a criança compreende para que serve a alfabetização, desenvolve motivação mais sólida que quando exposta apenas a exercícios abstratos. A alfabetização bem-sucedida forma não apenas crianças capazes de decodificar textos, mas leitores competentes e apaixonados que buscam nos livros conhecimento, entretenimento e possibilidades de compreender melhor a si mesmos e ao mundo. Esse objetivo ambicioso só se alcança quando aspectos emocionais, relacionais e cognitivos são considerados de forma integrada ao longo de todo o processo.Para saber mais sobre alfabetização, visite https://porvir.org/como-identificar-emocoes/ e https://institutoneurosaber.com.br/artigos/5-estrategias-de-regulacao-emocional-infantil/
16 de fevereiro, 2026
Boletim escolar: como lidar com o impacto emocional nos alunos
O boletim escolar provoca reações intensas em estudantes e famílias. Ansiedade, medo, orgulho e preocupação se misturam no momento em que os números e conceitos revelam o desempenho acadêmico. Para muitas crianças e adolescentes, esse documento representa muito mais que uma avaliação de conhecimentos. Ele pode se tornar, aos olhos do estudante, um julgamento sobre sua capacidade, inteligência e valor pessoal. Compreender o impacto emocional que o boletim exerce sobre os alunos é o primeiro passo para transformar esse instrumento em ferramenta de diálogo e orientação. Crianças e adolescentes em processo de formação da identidade tendem a interpretar notas baixas como confirmação de incapacidade. Um estudante que recebe repetidamente avaliações negativas pode internalizar a crença de que não é inteligente ou capaz de aprender. Esse processo de rotulação, quando reforçado por reações punitivas da família, cria um ciclo destrutivo: o jovem se vê como incapaz, reduz o esforço por acreditar que não adianta tentar, obtém resultados ainda piores e confirma sua crença limitante. A autoestima em construção torna estudantes particularmente vulneráveis ao impacto do boletim. Na infância e adolescência, a aprovação externa pesa significativamente na formação da autoimagem. Quando o documento chega repleto de notas baixas e comentários negativos, o estudante pode sentir que decepcionou todos ao seu redor. Esse sentimento de fracasso frequentemente se traduz em vergonha, isolamento e resistência aos estudos. Por outro lado, crianças submetidas a cobranças excessivas por desempenho perfeito desenvolvem ansiedade, medo paralisante de errar e perfeccionismo disfuncional. Esses estudantes podem apresentar sintomas físicos como dores de cabeça, problemas gastrointestinais e insônia nos dias que antecedem a entrega do boletim. O medo de decepcionar os pais compromete não apenas o aprendizado, mas também a saúde mental. Reações familiares que agravam o impacto A forma como os responsáveis recebem o boletim define o tom de todo o processo subsequente. Explosões de raiva, castigos severos, privação de atividades prazerosas ou comparações com irmãos raramente produzem os resultados desejados. Essas abordagens geram ressentimento, medo e, paradoxalmente, ainda mais dificuldade de aprendizagem. "O momento de receber o boletim deveria ser tratado como uma oportunidade de entender o que está acontecendo com o estudante, e não apenas como prestação de contas de notas e conceitos", observa Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto.Pais que transformam o documento em instrumento de punição perdem a chance de usar essas informações como ponto de partida para conversas construtivas. Famílias que projetam suas próprias frustrações acadêmicas nos filhos criam uma camada adicional de pressão. Comentários como "eu sempre fui bom aluno, não entendo por que você não consegue" ou "seu irmão nunca tirou uma nota dessas" diminuem a autoconfiança e aumentam a sensação de inadequação. O estudante passa a carregar não apenas suas próprias expectativas, mas também os sonhos não realizados dos pais. Sinais que o boletim pode revelar A queda de rendimento frequentemente sinaliza situações que transcendem a falta de estudo. Mudança de escola, nascimento de um irmão, separação dos pais, conflitos com colegas, questões de saúde física ou mental, dificuldades de adaptação a professores, problemas de sono ou sinais de bullying podem se manifestar através do desempenho acadêmico. Crianças e adolescentes nem sempre possuem maturidade emocional para comunicar diretamente suas dificuldades. O boletim com notas baixas pode ser o sintoma, não a doença. Um estudante que participava ativamente e apresenta queda brusca de rendimento está pedindo ajuda de forma indireta. Cabe à família investigar com empatia o que está acontecendo, em vez de simplesmente cobrar melhores resultados. As observações pedagógicas que acompanham os números merecem atenção especial. Quando um professor registra que o aluno "demonstra dificuldade em manter a concentração" ou "precisa desenvolver maior autonomia", está oferecendo pistas valiosas sobre o processo de aprendizagem. Essas anotações devem ser lidas como sinalizações de áreas que necessitam suporte, não como críticas destrutivas. Construindo diálogos em vez de confrontos O momento de conversar sobre o boletim exige preparação emocional dos responsáveis. Antes de chamar o estudante para uma conversa, os pais devem processar suas próprias reações. Respirar fundo, ler o documento com calma e planejar uma abordagem construtiva evita que a emoção inicial domine a interação. A conversa deve começar com escuta ativa. Perguntas como "como você se sente em relação a essas notas?" ou "o que você acha que dificultou seu desempenho neste bimestre?" abrem espaço para que o estudante se expresse. Muitas vezes, ele já sabe onde estão os problemas e tem ideias sobre como melhorar. Permitir que ele participe ativamente da busca por soluções desenvolve autonomia e responsabilidade. Reconhecer os acertos é tão importante quanto discutir as dificuldades. Um boletim que traz notas baixas em algumas disciplinas provavelmente também apresenta aspectos positivos. Começar a conversa valorizando os progressos, por menores que sejam, cria um ambiente mais receptivo para discutir os desafios. O reforço positivo funciona melhor que a punição exclusiva. Estabelecendo expectativas realistas Cada estudante possui ritmo próprio de aprendizagem. Comparar o desempenho de um filho com o de colegas, irmãos ou com as próprias notas dos pais na infância desconsidera as particularidades individuais. A pergunta central deve ser: houve evolução em relação ao ponto de partida deste estudante? Ele está progredindo, mesmo que em ritmo diferente? Estabelecer metas alcançáveis é fundamental. Um estudante que tira 4,0 em matemática não precisa necessariamente alcançar 10,0 no próximo bimestre. Uma meta intermediária de 6,0 ou 6,5 pode ser mais realista e motivadora. Pequenas vitórias consecutivas constroem confiança e incentivam o esforço contínuo. O reconhecimento do esforço deve prevalecer sobre o elogio exclusivo ao resultado. Frases como "vi que você se dedicou bastante, continue assim" são mais construtivas que "você é muito inteligente". A primeira abordagem valoriza o processo e incentiva a persistência. A segunda pode criar a crença de que sucesso depende apenas de talento inato, desencorajando o esforço quando surgem dificuldades. Rotinas que sustentam o aprendizado Estabelecer horários regulares de estudo, criar um espaço adequado para a realização das tarefas e limitar distrações durante o período dedicado aos estudos são responsabilidades compartilhadas entre família e escola. Essa rotina precisa ser construída com a participação do estudante, não imposta autoritariamente. O acompanhamento dos pais deve evitar a supervisão opressiva. A tarefa de casa deve ser realizada pelo estudante, cabendo aos responsáveis a revisão posterior e o apoio quando surgem dúvidas. Fazer as tarefas pelo filho ou corrigi-las antes que sejam entregues ao professor impede que o estudante desenvolva autonomia e priva o educador de informações importantes sobre o processo de aprendizagem. A tecnologia merece atenção especial. Celulares, tablets e videogames competem constantemente pela atenção dos estudantes. Estabelecer limites saudáveis, com horários definidos para uso recreativo e períodos livres de telas durante os estudos, ajuda a manter o foco. O exemplo familiar é determinante: pais que passam horas em seus celulares terão dificuldade em convencer filhos a limitar o próprio uso. Quando buscar ajuda profissional Persistência de dificuldades apesar dos esforços combinados de família e escola pode indicar a necessidade de avaliação especializada. Psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos e outros profissionais podem identificar questões subjacentes que interferem no aprendizado. Transtornos como dislexia, discalculia, TDAH, ansiedade e depressão afetam diretamente o desempenho acadêmico. O diagnóstico precoce permite intervenções mais eficazes. No entanto, é essencial evitar a patologização excessiva: nem toda dificuldade escolar indica um transtorno. Muitas vezes, ajustes na rotina, mudanças na abordagem pedagógica e apoio emocional adequado são suficientes para que o estudante supere suas dificuldades. O boletim escolar é ferramenta de comunicação entre escola, família e estudante. Transformá-lo em fonte de conflito, vergonha ou punição desperdiça seu potencial educativo e pode causar danos emocionais duradouros. Quando utilizado com empatia e foco no desenvolvimento integral do estudante, esse documento se torna aliado valioso na construção de uma trajetória escolar significativa e saudável. O sucesso acadêmico importa, mas jamais deve custar a autoestima, a saúde mental ou o prazer de aprender.Para saber mais sobre boletim, acesse https://educador.brasilescola.uol.com.br/sugestoes-pais-professores/recebendo-boletim.htm e https://www.agazeta.com.br/es/gv/saiba-como-os-pais-podem-turbinar-o-boletim-dos-filhos-0318
13 de fevereiro, 2026
Educação infantil com carinho e propósito
O Colégio Anglo Salto valoriza o contato com a natureza, o desenvolvimento da identidade, a pré-alfabetização lúdica e a formação socioemocional, criando uma base sólida para toda a trajetória escolar. N Educação Infantil do O ambiente é estimulante para as crianças construírem uma aprendizagem significativa. O ambiente integra ensino de qualidade, estrutura completa e experiências que despertam a curiosidade. Um exemplo significativo é a atividade “Abre e fecha - onde está a sua foto?”. Nessa proposta, os alunos do Infantil 1 realizam a colagem da própria foto, participando ativamente da construção do material. Durante a atividade, a escola trabalha a identidade, o reconhecimento da autoimagem e a coordenação motora. Ao procurar a foto e identificá-la entre as dos colegas, a criança desenvolve percepção visual, atenção e concentração. Além disso, fortalece o sentimento de pertencimento ao grupo. Reconhecer-se é um passo essencial para construir segurança emocional e autoestima. Identidade Reconhecer-se e compreender as emoções são pilares da Educação Infantil no colégio. Quando a criança aprende a identificar suas características, preferências e emoções, ela desenvolve autoconfiança. Nas rodas de conversa, também, os alunos compartilham experiências e aprendem a ouvir o outro. Nas brincadeiras em grupo, vivenciam situações que exigem cooperação, paciência e empatia. Cada experiência se transforma em oportunidade de crescimento. Os educadores também observam pontos de atenção importantes, como o desenvolvimento da coordenação motora, a capacidade de concentração, a interação social e a expressão verbal. Esse olhar atento permite intervenções pedagógicas adequadas e personalizadas, sempre com foco no desenvolvimento integral da criança. Estrutura completa A Educação Infantil oferece uma estrutura planejada para proporcionar qualidade no dia a dia escolar. A escola prepara as refeições no próprio local, com orientação de nutricionista. Essa organização garante uma alimentação equilibrada e adequada às necessidades das crianças. O cultivo da horta escolar complementa esse cuidado, incentivando hábitos alimentares saudáveis desde a infância. O incentivo à leitura é constante, os alunos visitam a biblioteca para o empréstimo de livros e esse contato estimula a imaginação, amplia o repertório cultural e fortalece o vínculo com os livros desde cedo. O Colégio Anglo Salto também oferece período integral, do Infantil 1 ao 5º ano, atendendo às necessidades das famílias que buscam uma rotina estruturada e segura para seus filhos. A partir do Infantil 3, os alunos podem participar de aulas extracurriculares de Dança e Futebol. Essas atividades contribuem para o desenvolvimento físico, social e emocional, além de estimularem disciplina e espírito de equipe. Os passeios pedagógicos complementam o aprendizado em sala de aula, proporcionando vivências práticas que ampliam o conhecimento e tornam o ensino ainda mais significativo. Contato com a natureza A Educação Infantil se destaca, ainda, pela ampla área verde com parque, animais, horta e árvores frutíferas. Esse espaço não apenas encanta as crianças, mas também se transforma em um verdadeiro laboratório de descobertas. No parque, os alunos desenvolvem coordenação motora ampla, equilíbrio e noção espacial. Ao interagir com os colegas durante as brincadeiras, aprendem a compartilhar, esperar a vez e resolver pequenos conflitos com orientação dos educadores. A convivência fortalece o respeito, a empatia e o trabalho em equipe. Pré-alfabetização lúdica A pré-alfabetização acontece por meio de atividades lúdicas, dinâmicas e planejadas. A escola entende que a criança aprende melhor quando participa ativamente do processo. Brincadeiras, jogos, músicas, histórias, rodas de conversa e propostas criativas fazem parte da rotina. Nessas atividades, os alunos desenvolvem consciência fonológica, coordenação motora fina, percepção visual e auditiva, além de ampliarem o vocabulário. A musicalização ocupa um papel fundamental nesse processo. Ao cantar, explorar sons e ritmos, utilizar instrumentos e participar de brincadeiras musicais, as crianças trabalham memória, atenção, ritmo e expressão corporal. A música também fortalece a oralidade e contribui diretamente para o desenvolvimento da linguagem. Ao unir natureza, ludicidade, formação acadêmica e desenvolvimento socioemocional, a Educação Infantil do Colégio Anglo Salto constrói uma base sólida para o futuro. A escola prepara para a vida, formando crianças confiantes, curiosas, responsáveis e prontas para novos desafios.
11 de fevereiro, 2026
Segurança na escola e seu impacto no aprendizado infantil
Pesquisas em neurociência demonstram que cérebros sob estresse ou ameaça constante redirecionam recursos para mecanismos de defesa, comprometendo funções cognitivas superiores como memória, raciocínio lógico e criatividade. Estudantes que não experimentam segurança na escola apresentam dificuldades de concentração, menor retenção de conteúdos e desempenho acadêmico abaixo do seu potencial real. O medo constante de humilhação, exclusão social ou qualquer forma de violência mantém o organismo em estado de alerta que prejudica o processamento de informações e a consolidação de aprendizados. Quando crianças e adolescentes confiam que o ambiente escolar é genuinamente seguro, seus cérebros podem dedicar energia ao aprendizado, à exploração de novos conceitos e ao desenvolvimento de habilidades complexas. A diferença no desempenho acadêmico entre estudantes que se sentem protegidos e aqueles que vivem sob constante tensão é significativa e documentada por diversas pesquisas educacionais. Vínculos de confiança como base do desenvolvimento A construção de relações saudáveis entre estudantes, professores e demais membros da comunidade escolar depende diretamente da percepção de segurança. Relações de confiança se desenvolvem quando há previsibilidade nas interações, consistência nas regras e certeza de que vulnerabilidades não serão exploradas ou ridicularizadas. Professores que demonstram genuíno interesse pelo bem-estar dos alunos, que respondem com empatia a dificuldades e que estabelecem limites claros sem autoritarismo criam atmosfera de segurança relacional. Estudantes que se sentem vistos e valorizados como indivíduos desenvolvem sentimento de pertencimento que protege contra isolamento social e comportamentos de risco. "Alunos emocionalmente seguros criam vínculos mais fortes com o conhecimento e com os colegas. Essa conexão afetiva com a escola é determinante para o sucesso acadêmico e para o desenvolvimento integral", afirma Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto. Estudantes isolados, sem conexões significativas com colegas ou adultos de confiança, apresentam maior vulnerabilidade a problemas emocionais. Atividades colaborativas que criam oportunidades de interação positiva e atenção especial a estudantes recém-chegados ou que demonstram dificuldades de socialização ajudam a tecer redes de apoio essenciais para o bem-estar. Formas sutis de violência e seus impactos profundos A violência verbal, embora frequentemente minimizada ou tratada como brincadeira, possui efeitos devastadores no desenvolvimento emocional. Comentários depreciativos sobre aparência física, capacidade intelectual, origem socioeconômica ou qualquer característica pessoal criam ambiente hostil que mina a confiança e o senso de valor próprio. Piadas que ridicularizam diferenças, apelidos pejorativos e humilhações públicas normalizadas como parte da cultura escolar causam feridas emocionais que podem levar anos para cicatrizar. A negligência em reconhecer e combater essas formas sutis de violência comunica que determinados estudantes não merecem respeito ou proteção. O bullying representa uma das expressões mais comuns e devastadoras dessa violência, caracterizado por comportamento agressivo, intencional e repetitivo. Insultos constantes, exclusão deliberada de grupos sociais, espalhar rumores maliciosos e cyberbullying são manifestações que causam danos emocionais profundos. Vítimas frequentemente apresentam ansiedade, depressão, queda no rendimento escolar e, em casos extremos, pensamentos suicidas. Estratégias preventivas e educação socioemocional Políticas de tolerância zero para bullying e discriminação precisam ser acompanhadas de procedimentos claros para denúncia, investigação e resolução de casos. Estudantes devem conhecer canais seguros para reportar situações de violência ou insegurança, com garantia de que suas vozes serão ouvidas e que haverá consequências apropriadas para agressores. A formação de professores e funcionários para identificar sinais de sofrimento emocional e comportamentos preocupantes é investimento essencial. Profissionais da educação passam horas diárias com estudantes e frequentemente são os primeiros a notar mudanças comportamentais que indicam problemas. Capacitação em saúde mental, mediação de conflitos e comunicação não violenta equipa educadores com ferramentas para intervir precocemente. Programas de educação socioemocional que ensinam habilidades como empatia, resolução pacífica de conflitos, gestão de emoções e comunicação assertiva transformam a cultura escolar. Quando estudantes aprendem a reconhecer e nomear suas próprias emoções, desenvolvem maior capacidade de regular reações impulsivas. Exercícios que estimulam a perspectiva do outro e dinâmicas que praticam negociação preparam crianças e adolescentes para convivência respeitosa. Ambiente físico e mensagens sobre cuidado A infraestrutura física da escola comunica mensagens importantes sobre segurança e cuidado. Ambientes bem iluminados, limpos, organizados e com manutenção adequada transmitem que aquele espaço é valorizado e que as pessoas que ali convivem merecem condições dignas. Instalações sanitárias limpas e privadas, bebedouros funcionando, equipamentos de segurança como extintores e saídas de emergência claramente sinalizadas, corrimãos em escadas e áreas de recreação com equipamentos seguros são aspectos básicos que impactam a percepção de segurança. Vidros quebrados não reparados, carteiras danificadas e banheiros em condições precárias comunicam descaso que afeta o senso de segurança e dignidade. Equipamentos de playground necessitam inspeção e manutenção regular para garantir condições seguras de uso. Escadas devem ter sinalização adequada, corrimãos firmes e fitas antiderrapantes. Sistemas de prevenção e combate a incêndios, manutenção adequada de instalações elétricas e condições gerais das edificações são responsabilidades que não podem ser negligenciadas. Exercícios regulares de evacuação familiarizam estudantes e funcionários com procedimentos de emergência, reduzindo pânico e aumentando chances de resposta eficaz em situações reais de risco. Esses treinamentos devem ser adequados à idade dos estudantes, evitando criar medo desnecessário enquanto desenvolvem competências de segurança. Parceria entre escola e família Pais e responsáveis que mantêm comunicação regular com a escola, participam de reuniões, conhecem os amigos dos filhos e estão atentos a mudanças comportamentais podem identificar problemas precocemente. Escolas que criam canais de comunicação eficientes e acolhedores com famílias, que as informam sobre políticas de segurança e que as envolvem na construção de soluções constroem rede de proteção mais robusta. Famílias precisam se sentir confiantes de que suas preocupações serão levadas a sério e que haverá colaboração genuína. A integração com serviços de saúde mental da comunidade, assistência social e outros profissionais especializados amplia recursos disponíveis para lidar com situações complexas. Escolas não podem e não devem tentar resolver sozinhas todos os problemas que afetam estudantes. A educação sobre direitos e responsabilidades ajuda estudantes a compreender que vivem em comunidade com regras que protegem a todos. Aprender sobre limites do próprio comportamento, consequências de ações que prejudicam outros e importância do respeito mútuo desenvolve senso de cidadania e responsabilidade social. Valorização da diversidade como proteção Ambientes que celebram diferenças étnicas, culturais, religiosas, de gênero, orientação sexual, habilidades e estilos de aprendizado criam senso de que todos têm lugar legítimo. Estudantes que se sentem aceitos em suas identidades autênticas não precisam esconder aspectos fundamentais de quem são, reduzindo ansiedade e aumentando bem-estar. Educação antidiscriminatória e inclusiva não é apenas questão de justiça social, mas componente essencial de segurança emocional e psicológica. O desenvolvimento de pensamento crítico sobre violência, suas causas e consequências, capacita estudantes a rejeitar ativamente comportamentos agressivos. Escolas com recursos adequados, profissionais valorizados, infraestrutura de qualidade e projetos pedagógicos estimulantes criam ambientes onde estudantes querem estar. O engajamento genuíno com aprendizado, o sentimento de que a escola oferece oportunidades reais de crescimento e desenvolvimento, fortalece laços positivos com a instituição. Estudantes que percebem valor em estar na escola e que desenvolvem projetos de vida ligados à educação apresentam menor probabilidade de comportamentos destrutivos.Para saber mais sobre segurança na escola, visite https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-seguranca-nas-escolas/1810982453 e https://bvsms.saude.gov.br/10-10-dia-nacional-de-seguranca-e-saude-nas-escolas/
09 de fevereiro, 2026
Bullying na escola: sinais que você precisa conhecer
Cerca de 40% dos estudantes brasileiros já relataram ter sido alvo de alguma forma de bullying, segundo dados do Atlas da Violência 2024, elaborado pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Esse número, que cresceu de 30,9% em 2009 para 40,5% em 2019, revela que o problema não está diminuindo. Identificar os sinais cedo é fundamental para evitar danos emocionais e acadêmicos que podem se prolongar por anos. Nem todo conflito entre estudantes configura bullying. Um desentendimento isolado, uma briga pontual ou uma discussão entre amigos são situações comuns no ambiente escolar e não se enquadram nessa definição. O bullying exige três elementos: intencionalidade, repetição e desequilíbrio de poder. O agressor age de forma deliberada, as agressões acontecem de forma recorrente e existe clara desproporção entre quem ataca e quem sofre. Essa desproporção pode ser física, social ou emocional. A Lei 13.185, de 2015, foi a primeira a definir o bullying como intimidação sistemática no Brasil. Em janeiro de 2024, a Lei 14.811 foi ainda mais decisiva: incluiu bullying e cyberbullying no Código Penal, tornando ambas práticas crimes passíveis de punição judicial. "O bullying não acontece no acaso. Ele se repete porque existe um ambiente que, muitas vezes, não sabe como reagir", diz Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto. Sinais comportamentais e emocionais As vítimas de bullying frequentemente não revelam o problema por conta própria. O medo de represálias, a vergonha ou a crença de que ninguém vai ajudar levam muitas crianças a guardar silêncio durante meses. Cabe aos adultos ao redor reconhecer as mudanças antes que a situação se agrave. A recusa em ir à escola é um dos sinais mais reveladores, especialmente quando a criança antes demonstrava interesse pelos estudos. Queda abrupta no rendimento escolar, perda de concentração e desinteresse por atividades que antes atraiam atenção também funcionam como indicadores. No aspecto físico, hematomas ou arranhões explicados de forma vaga, além de queixas frequentes de dores de cabeça ou de barriga sem causa médica identificada, merecem atenção imediata. As alterações emocionais costumam ser ainda mais reveladoras. Isolamento progressivo, mudanças repentinas de humor, irritabilidade ou tristeza persistente sem motivo aparente são sinais que não devem ser ignorados. Problemas de sono, como insônia ou pesadelos frequentes, acompanham muitos dos casos documentados pela literatura especializada. Material escolar constantemente danificado ou a perda frequente de pertences também entram na lista de alertas. O que acontece online não fica online O cyberbullying representa uma dimensão do problema que agrava significativamente o sofrimento das vítimas. Mensagens ofensivas, montagens humilhantes e perfis falsos criados para ridicularizar alguém se espalham rapidamente pelas redes sociais. A diferença em relação ao bullying presencial é que a violência digital invade espaços que deviam ser seguros, como o próprio lar. Além disso, as agressões permanecem registradas indefinidamente na internet, tornando impossível escapar delas por conta própria. Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos indicam que mais de 2.300 denúncias de bullying em instituições de ensino foram registradas em 2024, um aumento de aproximadamente 67% em relação ao ano anterior. Esse crescimento reflete tanto o agravamento do problema quanto a maior consciência da população sobre a necessidade de denunciar. Como a família deve agir Derval Fagundes, como é mais conhecido, reforça que a escuta ativa é o primeiro passo decisivo. "Quando a criança consegue falar e sente que foi ouvida de verdade, sem julgamento, ela passa a confiar que não está sozinha nessa situação", afirma o diretor. Ouvir sem interromper, sem minimizar e sem atribuir culpa à vítima são atitudes básicas que fazem uma diferença enorme. Uma criança que sente que foi validada tende a compartilhar mais informações e a aceitar a ajuda oferecida. Depois da escuta, o próximo passo é contato direto com a escola. Os pais devem procurar a coordenação pedagógica ou a direção, relatar o problema com detalhes e cobrar medidas concretas de proteção. A escola tem obrigação legal e moral de garantir ambiente seguro para todos os estudantes. As ações que devem ser exigidas incluem investigação cuidadosa dos fatos, conversas individuais com os envolvidos, acompanhamento próximo da situação e implementação de medidas que impeçam a repetição das agressões. Agressores, vítimas e o papel da escola O perfil dos agressores revela mais complexidade do que a maioria das pessoas imagina. Muitas crianças e adolescentes que praticam bullying enfrentam problemas emocionais próprios, como experiências de violência doméstica, negligência afetiva ou dificuldade genuína em desenvolver empatia. Alguns buscam status social através da dominação de outros. Compreender essas motivações não justifica as agressões, mas orienta intervenções mais eficazes que contemplem também as necessidades do agressor. Punições severas sem processo educativo raramente produzem mudanças de comportamento. O mais eficaz é combinar consequências claras com oportunidades de reflexão, desenvolvimento de empatia e reparação do dano causado. Conversas que ajudem o agressor a compreender o sofrimento que causou, acompanhadas do envolvimento das famílias de ambos os lados, produzem resultados mais duráveis. Quando as dificuldades persistem apesar das ações da escola e da família, buscar apoio profissional é essencial. Psicólogos e psicopedagogos oferecem suporte tanto para as vítimas, na reconstrução da autoestima e no processamento de experiências traumáticas, quanto para os agressores, na compreensão e mudança de comportamentos. A prevenção exige esforço compartilhado. Escolas que promovem cultura de respeito e acolhimento da diversidade apresentam menor incidência de casos. Discussões abertas sobre bullying, programas de educação socioemocional e criação de espaços seguros para relatar situações de violência são ações que transformam o ambiente escolar dia a dia. Famílias que mantêm canais de comunicação abertos com os filhos, observam mudanças de comportamento e participam ativamente do cotidiano escolar contribuem para que problemas sejam identificados antes de se tornar graves. Conversas regulares sobre amizades, dificuldades e alegrias na escola criam oportunidades naturais para que a criança compartilhe experiências difíceis sem sentir que está sendo pressionada. Quanto mais cedo um problema é identificado, maiores são as chances de resolução sem sequelas duradouras.Para saber mais sobre bullying, visite https://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/34487 e https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/bullying.htm
06 de fevereiro, 2026
Anglo Salto promove integração entre colegas com o programa O Líder em Mim
O início das aulas é um momento especial, em que cada estudante precisa se sentir acolhido, seguro e parte do colégio. Para os alunos do 1º ano do Anglo Salto, uma atividade divertida e educativa chamada Teia da Amizade movimentou os alunos. Ela faz parte do programa Líder em Mim e permite que as crianças falem sobre si mesmas, conheçam novos colegas e construam relações de amizade logo nos primeiros dias de aula. No retorno às aulas, o colégio reforça a importância do acolhimento e da integração. Cada aluno precisa sentir que pertence ao grupo, que seu espaço é respeitado e que ele pode expressar suas ideias, sentimentos e emoções sem medo. Teia da Amizade: conhecendo os colegas de forma divertida A atividade Teia da Amizade foi aplicada aos alunos do 1º ano com o objetivo de promover a integração e o autoconhecimento. Durante a dinâmica, cada criança recebe um novelo de lã e, ao falar um pouco sobre si mesma — seus gostos, hobbies, animais favoritos ou curiosidades —, passa o novelo para outro colega. Assim, forma-se uma “teia” colorida que representa as conexões entre todos os estudantes. Essa atividade não é apenas uma brincadeira. Ela permite que os alunos percebam que, apesar das diferenças, todos têm interesses em comum e que é possível criar laços desde o início do ano letivo. Para os professores, a Teia da Amizade também serve como um recurso valioso para conhecer melhor cada aluno, identificar afinidades e incentivar a colaboração entre a turma. Ao participar da teia, os alunos aprendem a ouvir, respeitar o colega e valorizar a diversidade, construindo uma base sólida para amizades duradouras. O Líder em Mim: formando líderes desde cedo A Teia da Amizade faz parte do programa O Líder em Mim, uma metodologia internacional que o Colégio Anglo Salto aplica em todas as etapas da educação. O programa é baseado nos princípios do livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, de Stephen Covey, adaptados para crianças e adolescentes, com o objetivo de desenvolver competências socioemocionais, autoconfiança e habilidades de liderança. No Anglo Salto, O Líder em Mim não se limita a atividades isoladas. A escola promove diversas ações que incentivam os alunos a serem protagonistas de suas próprias histórias, a tomarem decisões conscientes, a estabelecerem metas e a colaborarem de forma responsável com os colegas. Cada projeto, atividade ou dinâmica é pensado para que os estudantes aprendam a liderar suas próprias atitudes, respeitar o próximo e contribuir positivamente para a comunidade escolar. O programa também conecta o aprendizado acadêmico ao desenvolvimento emocional. Ao participar de ações como a Teia da Amizade, os alunos não apenas conhecem os colegas, mas também praticam habilidades essenciais como empatia, comunicação clara, escuta ativa e resolução de conflitos. São competências que vão além da sala de aula e ajudam as crianças a se tornarem cidadãos conscientes e preparados para os desafios do futuro. Acolhimento no retorno às aulas O início do ano letivo é um momento de novas experiências. No Anglo Salto, a escola entende que acolher os alunos é tão importante quanto ensinar conteúdos acadêmicos. Um aluno que se sente seguro, valorizado e parte de um grupo aprende melhor e desenvolve mais confiança. Durante a semana de volta às aulas, a escola promove diversas atividades de integração, como rodas de conversa, dinâmicas de grupo, jogos cooperativos e a própria Teia da Amizade. Essas ações são planejadas para que cada criança se sinta ouvida e acolhida, criando um ambiente no qual a amizade e a colaboração são incentivadas desde o primeiro dia. O acolhimento também envolve atenção às necessidades emocionais dos alunos. Professores e coordenadores observam sinais de timidez, insegurança ou ansiedade e oferecem apoio individual quando necessário. Esse cuidado faz com que os estudantes percebam que o colégio é um espaço seguro, onde eles podem se expressar livremente, construir relações de confiança e aprender a conviver com os outros de forma saudável. Além disso, sentir-se parte do grupo contribui para que os alunos desenvolvam sentimento de pertencimento, um elemento essencial para o crescimento emocional. Ao incentivar os alunos a conhecerem seus colegas, expressarem suas ideias e praticarem a empatia, a escola contribui para que cada estudante se torne protagonista da própria vida e construa relações significativas desde cedo.
04 de fevereiro, 2026