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Este blog nasce com a missão de ser mais do que apenas um repositório de informações. Queremos criar uma comunidade vibrante e colaborativa, onde possamos discutir temas relevantes, explorar novas abordagens pedagógicas e encontrar soluções criativas para os desafios que enfrentamos na educação.
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Raciocínio lógico no dia a dia das crianças
O raciocínio lógico aparece no dia a dia quando a criança compara informações, identifica padrões, organiza etapas, entende causas e consequências e busca soluções para problemas simples. Embora seja muito associado à matemática, ele também está presente na leitura, na escrita, nas brincadeiras, nas conversas, nos jogos, na organização da rotina e nas decisões que fazem parte da vida escolar e familiar. Na infância, essa habilidade começa a ser desenvolvida antes do contato com operações matemáticas formais. Ao encaixar peças, separar objetos por cor, empilhar blocos, seguir uma receita simples ou organizar brinquedos, a criança observa relações, testa hipóteses e percebe resultados. Essas experiências concretas ajudam a formar a base para aprendizagens mais complexas. O desenvolvimento do raciocínio lógico ocorre de forma gradual. No início, a criança depende muito daquilo que vê, toca e manipula. Com o tempo, passa a lidar melhor com regras, símbolos, sequências, argumentos e estratégias. Esse avanço exige oportunidades frequentes para observar, comparar, tentar, errar, rever caminhos e explicar o próprio pensamento. A lógica aparece em situações simples O cotidiano oferece muitas oportunidades para estimular o raciocínio lógico sem transformar a rotina em uma sequência de exercícios escolares. Guardar materiais, arrumar a mochila, escolher a roupa de acordo com o clima, dividir alimentos, organizar brinquedos ou planejar o tempo antes de sair de casa são situações que exigem análise, sequência e tomada de decisão. Quando a criança participa dessas ações, ela aprende a relacionar informações. Ao preparar uma lancheira, por exemplo, pode pensar no que falta, no que precisa ser levado primeiro e em como organizar os itens. Ao seguir uma receita, precisa observar quantidades, ordem das etapas e efeitos de cada ação. “A criança desenvolve essa habilidade quando é convidada a pensar sobre o que está fazendo, explicar escolhas e testar soluções, sempre com apoio adequado à idade”, afirma Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto, de Salto (SP). Esse tipo de mediação ajuda a criança a sair da resposta automática. Em vez de entregar uma solução pronta, o adulto pode perguntar o que ela observou, o que poderia ser feito primeiro, qual alternativa parece mais adequada ou por que uma estratégia funcionou melhor do que outra. Jogos e brincadeiras favorecem a aprendizagem Jogos e brincadeiras têm papel importante no desenvolvimento do raciocínio lógico porque envolvem regras, objetivos, espera, antecipação e tomada de decisão. Quebra-cabeças, dominó, jogo da memória, blocos de construção, jogos de tabuleiro, desafios de encaixe e brincadeiras com sequência estimulam diferentes formas de pensar. Durante uma partida, a criança precisa observar o cenário, lembrar informações, prever movimentos, respeitar combinados e adaptar estratégias. Também aprende a lidar com vitória, derrota, negociação e revisão de planos. Esses elementos contribuem para a aprendizagem e para a convivência. Brincadeiras livres também podem estimular a lógica. Quando a criança inventa regras, organiza personagens, constrói cenários ou combina papéis com colegas, precisa estruturar ideias e manter coerência dentro da brincadeira. Por isso, o brincar não deve ser visto como separado do desenvolvimento cognitivo. A identificação de padrões é outro ponto importante. Sequências de cores, sons, formas, movimentos, números e palavras ajudam a criança a perceber regularidades e fazer previsões. Essa habilidade contribui para a matemática, mas também para a leitura, a música, a ciência e a interpretação de situações do cotidiano. Erro também faz parte do processo O erro tem função relevante no desenvolvimento do raciocínio lógico. Muitas vezes, a criança só compreende uma relação depois de testar uma hipótese que não funciona. Uma torre que cai, uma peça que não encaixa, uma resposta que precisa ser refeita ou uma estratégia de jogo que falha podem gerar novas tentativas e melhor organização do pensamento. Quando o erro é tratado apenas como falha, a criança pode ficar com medo de tentar. Quando é compreendido como parte do processo, contribui para a persistência, a análise e a flexibilidade. O adulto pode ajudar perguntando o que aconteceu, qual etapa poderia ser revista e que outro caminho pode ser testado. A valorização do processo é essencial. Duas crianças podem chegar à mesma resposta por caminhos diferentes. Em outros casos, uma resposta parcial pode indicar que houve avanço, mesmo que o resultado final ainda precise ser ajustado. Observar o percurso permite identificar se a criança comparou informações, usou critérios coerentes, reconheceu padrões ou precisou de apoio em alguma etapa. Segundo Derval Fagundes de Oliveira, acompanhar o caminho feito pelo aluno é tão importante quanto observar a resposta. “Quando a criança explica como pensou, o educador consegue compreender melhor suas estratégias e propor intervenções mais precisas”, destaca. Escola amplia a complexidade das experiências Na escola, o raciocínio lógico é trabalhado de forma intencional e progressiva. Na Educação Infantil, ele aparece em atividades de classificação, comparação, encaixe, sequência, exploração de materiais, brincadeiras com regras simples e observação de efeitos. Nessa fase, a manipulação concreta é fundamental. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a criança passa a lidar com registros mais organizados, leitura de enunciados, operações matemáticas, produção de textos sequenciais, gráficos simples e situações-problema. O objetivo é que ela compreenda o processo, e não apenas memorize procedimentos. Nos anos finais, essa habilidade ganha maior complexidade. Os estudantes podem analisar dados, justificar respostas, comparar estratégias, lidar com hipóteses, participar de debates, desenvolver projetos e resolver problemas com múltiplas variáveis. A lógica passa a aparecer com mais força na argumentação, na investigação científica, na leitura crítica e na tomada de decisões. O trabalho interdisciplinar também contribui. Ao interpretar um mapa, comparar fontes históricas, organizar um roteiro, analisar regras de um esporte ou planejar uma experiência, o estudante mobiliza formas diferentes de raciocínio. Isso mostra que pensar de maneira estruturada é útil em várias áreas do conhecimento. Família pode estimular sem pressão Em casa, o estímulo ao raciocínio lógico pode ocorrer em situações comuns. Separar roupas, organizar compras, comparar opções simples, montar um brinquedo, cuidar de um animal, planejar um passeio ou dividir tarefas são exemplos de atividades que envolvem observação, sequência e escolha. A tecnologia também pode ajudar quando usada de forma ativa. Jogos de estratégia, programação adequada à idade, desafios de montagem e aplicativos de criação podem estimular análise e resolução de problemas. O uso passivo, por outro lado, oferece menos oportunidades de investigação e construção. Alguns sinais merecem atenção, como dificuldade frequente para seguir sequências, resistência intensa a desafios, dependência constante de ajuda, pouca iniciativa para testar alternativas ou dificuldade persistente para organizar ideias. Esses sinais não indicam, sozinhos, um problema específico, mas podem mostrar a necessidade de mais apoio, experiências concretas e desafios graduais. O raciocínio lógico se fortalece quando a criança encontra oportunidades regulares para observar, comparar, decidir e explicar. Na rotina escolar e familiar, o mais importante é oferecer tempo para pensar, apoio para testar caminhos e espaço para rever respostas sem transformar cada tentativa em cobrança de desempenho. Para saber mais sobre o assunto, visite: https://institutoneurosaber.com.br/artigos/como-estimular-o-raciocinio-logico-infantil/ ehttps://novaescola.org.br/conteudo/7137/trabalhe-com-logica-de-um-jeito-mais-divertido
04 de maio, 2026
Esporte sempre em alta Anglo Salto com amistoso e Interclasse 2026
Energia contagiante e espírito esportivo na nova quadra coberta do Colégio Anglo Salto. O espaço, recentemente reestruturado, se transformou em palco de disputas envolventes durante o amistoso entre Anglo Salto e Anglo Indaiatuba. Uniformizados e motivados, os alunos entraram em quadra com postura de atletas, vivenciando cada detalhe que faz parte de uma competição esportiva. Antes do início das partidas, um gesto simples, mas cheio de significado, marcava cada jogo. Os estudantes se cumprimentavam, reforçando valores como respeito e fair play. Esse momento inicial já mostrava que, mais do que competir, a proposta era promover integração, convivência saudável e aprendizado por meio do esporte. As arquibancadas ganharam a presença das famílias, que puderam acompanhar de perto cada lance. Pela primeira vez, a quadra coberta recebeu esse tipo de evento com plateia, tornando a experiência ainda mais significativa para os alunos. A torcida vibrou, incentivou criando um ambiente acolhedor e cheio de entusiasmo. Uma manhã de jogos e integração Os estudantes do Ensino Fundamental II, com a participação especial de alunos do Ensino Médio, se dividiram em diferentes modalidades. O público acompanhou partidas de handebol feminino e masculino, futsal masculino e vôlei feminino, todas marcadas por equilíbrio e dedicação. Dentro de quadra, o clima foi de competição saudável. Cada equipe buscou seu melhor desempenho, mas sempre mantendo o respeito pelos adversários. As disputas foram acirradas, com jogadas bem construídas, mostrando o envolvimento dos alunos com a prática esportiva. Ao mesmo tempo, o caráter amistoso do encontro ficou evidente em cada detalhe. Esse equilíbrio entre competitividade e respeito é fundamental na formação dos alunos. O evento foi organizado pelo professor Bruno, com o apoio dos professores Brenda e Luis, todos da área de Educação Física. O trabalho em equipe entre os educadores foi essencial para garantir que tudo acontecesse de forma estruturada, segura e dinâmica. Um espaço que valoriza o movimento A nova quadra coberta do Colégio Anglo Salto se destacou como um grande diferencial para a promoção de práticas esportivas. Moderna e bem estruturada, ela oferece conforto e segurança tanto para os alunos quanto para o público. Ali também ocorre o Interclasse 2026 é um dos momentos mais aguardados do calendário escolar. Os alunos também participam ativamente dessa competição interna, envolvendo-se nos jogos, nos treinos e em toda a dinâmica do evento. O Interclasse fortalece ainda o vínculo entre as turmas e cria um clima de união que envolve toda a comunidade escolar. A importância do esporte na formação Ao participarem de eventos como esse, os alunos têm a oportunidade de vivenciar situações reais de jogo, lidar com desafios e aprender a trabalhar em equipe. Cada passe, cada defesa e cada ponto conquistado fazem parte de um processo maior de crescimento. Outro aspecto importante é a socialização. O encontro entre alunos de diferentes unidades amplia o convívio, fortalece laços e promove amizades. O esporte, nesse sentido, se torna uma ponte que aproxima pessoas e promove integração. Eventos como esses mostram que o ambiente escolar pode ser também um espaço de movimento, alegria e conexão. E, quando o esporte entra em cena, o aprendizado ganha ainda mais força e significado. O Anglo Salto agradece a participação de todos! Veja também no blog: Esportes e aprendizado | Colégio Anglo Salto e Amizade na escola | Colégio Anglo Salto
29 de abril, 2026
Rotina de estudos sem sobrecarga
A rotina de estudos ajuda crianças e adolescentes a organizar tarefas, revisar conteúdos e lidar melhor com prazos, provas e trabalhos escolares. Quando bem planejada, ela reduz a improvisação e evita que o estudo fique concentrado apenas na véspera das avaliações. O cuidado principal é estruturar esse tempo sem exageros, respeitando idade, ritmo de aprendizagem, descanso e vida social. Uma rotina eficiente não depende apenas de definir um horário fixo. Ela envolve tempo, ambiente e método. O estudante precisa saber quando estudar, onde estudar e como usar esse período de forma produtiva. Sem essa organização, o tempo reservado pode ser ocupado por distrações, releituras pouco eficientes ou tentativas apressadas de cumprir tarefas. Na infância, o objetivo principal é formar hábitos. O contato regular com leitura, escrita, revisão e atividades simples ajuda a criança a entender que o estudo faz parte do cotidiano. Nessa etapa, períodos curtos e frequentes costumam funcionar melhor do que longas sessões, que podem gerar cansaço e resistência. Na adolescência, a organização se torna mais complexa. Aumentam as disciplinas, as avaliações, os compromissos e o uso de dispositivos digitais. Por isso, a rotina precisa ajudar o estudante a distribuir tarefas sem transformar o estudo no único foco do dia. Estudar mais nem sempre significa estudar melhor Organizar o tempo de estudos não significa preencher todos os horários livres. O excesso de tarefas, a falta de pausas e o sono insuficiente prejudicam atenção, memória e disposição. Em vez de melhorar o desempenho, uma rotina pesada pode provocar irritabilidade, desmotivação e ansiedade. Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto, de Salto (SP), avalia que a organização deve considerar a realidade de cada estudante: “Uma boa rotina não é a que ocupa todo o tempo disponível, mas a que permite estudar com regularidade, descansar e retomar as tarefas sem acúmulo”. A distribuição das atividades ao longo da semana é mais eficiente do que grandes blocos de estudo em um único dia. Revisar conteúdos pouco tempo depois das aulas, fazer exercícios com frequência e identificar dúvidas com antecedência ajudam a consolidar o aprendizado. Esse contato repetido com os temas reduz a pressão antes das provas e melhora a retenção das informações. Pausas e descanso fazem parte do planejamento As pausas não devem ser vistas como perda de tempo. Elas ajudam a manter a concentração e reduzem o cansaço mental. Crianças e adolescentes têm limites de atenção diferentes, e a rotina precisa considerar esses limites. Dividir o estudo em blocos menores pode favorecer o rendimento. Para crianças, o acompanhamento de um adulto costuma ser necessário para organizar o início da tarefa, manter o foco e encerrar a atividade no momento adequado. Para adolescentes, a divisão do tempo pode funcionar como exercício de autonomia, desde que o planejamento seja realista. O descanso também inclui sono, lazer, atividade física e convivência social. Quando esses elementos desaparecem da rotina, o estudante pode até cumprir mais horas de estudo por alguns dias, mas tende a perder constância. O equilíbrio ajuda a manter o esforço ao longo do tempo. A flexibilidade é outro ponto importante. Semanas com provas, compromissos familiares ou imprevistos exigem ajustes. Uma rotina muito rígida pode gerar sensação de fracasso quando não é cumprida integralmente. O ideal é que o planejamento seja reconhecível, mas possa ser reorganizado quando necessário. Ambiente e método influenciam o rendimento O local de estudo interfere na qualidade da rotina. Nem toda família tem um espaço exclusivo para essa finalidade, mas algumas condições ajudam: materiais organizados, boa iluminação, menos interrupções e redução de distrações previsíveis, como notificações do celular. Estudar sempre em condições semelhantes ajuda o estudante a iniciar a tarefa com mais facilidade. Ambientes muito instáveis exigem mais esforço de concentração e aumentam a chance de procrastinação. O método também importa. Apenas reler o conteúdo várias vezes pode criar familiaridade, mas nem sempre garante compreensão. Explicar o tema com as próprias palavras, resolver exercícios, revisar anotações e retomar dúvidas são estratégias que tornam o estudo mais ativo. Em crianças, essas estratégias precisam ser mais guiadas. Em adolescentes, podem ser progressivamente mais autônomas. O importante é que o estudante aprenda a perceber quais métodos funcionam melhor para cada tipo de conteúdo. Família deve orientar sem transformar estudo em cobrança A família tem papel importante, especialmente nos primeiros anos escolares. Ajudar a organizar horários, preparar o ambiente e acompanhar tarefas são atitudes que contribuem para a formação do hábito de estudo. Esse acompanhamento, porém, não precisa ocorrer por meio de cobranças constantes. Conversas sobre dificuldades, prioridades e organização tendem a ser mais produtivas do que perguntas centradas apenas em notas ou resultados. Comparações com irmãos, colegas ou outros estudantes também podem aumentar a pressão e prejudicar a relação com o estudo. Derval observa que a participação dos adultos deve mudar conforme a idade. No início, há mais necessidade de acompanhamento direto. Com o passar dos anos, o estudante precisa assumir parte maior da responsabilidade. Segundo ele, “a autonomia se desenvolve quando o aluno aprende a planejar, cumprir etapas e também ajustar a rota quando percebe que algo não funcionou”. A escola também contribui para esse processo quando orienta prazos, indica prioridades, explica formas de estudo e mantém comunicação clara com as famílias. Esse alinhamento ajuda o estudante a entender o que precisa ser feito e como organizar melhor o tempo disponível. Sinais mostram quando a rotina precisa de ajuste Alguns sinais indicam que a rotina de estudos pode estar pesada ou pouco eficiente. Cansaço frequente, irritabilidade, dificuldade para dormir, procrastinação constante, queda de rendimento e ansiedade intensa antes das avaliações merecem atenção. Também é importante observar se o estudante passa muitas horas diante do material, mas aprende pouco. Nesses casos, o problema pode estar menos na quantidade de tempo e mais no método, no ambiente ou na concentração. A rotina deve ser revista sempre que deixa de ajudar a organização e passa a gerar sobrecarga. Ajustes simples, como reduzir blocos longos, redistribuir tarefas, antecipar revisões e preservar pausas, podem melhorar a relação com o estudo. Quando a dificuldade é persistente e interfere no bem-estar ou no desempenho, família e escola podem avaliar a necessidade de apoio especializado.Para saber mais sobre o assunto, visite https://www.scielo.br/j/pee/a/yLDq54PMBGp7WSM3TqyrDQz/?lang=pt e https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2022/01/Orienta%C3%A7%C3%A3o-de-Estudos.pdf
27 de abril, 2026
Educação Infantil do Anglo Salto vive experiência sobre povos indígenas
O aprendizado ganhou cores, sabores e significados em uma atividade que encantou os alunos da Educação Infantil do Colégio Anglo Salto. Em um ambiente diferente da sala de aula, foi montado um cenário especial: uma mesa farta, adereços, elementos naturais e símbolos que remetiam à cultura indígena, formando uma verdadeira imersão sensorial. O espaço foi cuidadosamente preparado pelas professoras, com pinturas, objetos e até uma cabana que ajudava a compor o ambiente. O resultado chamou atenção logo de início: os olhares curiosos das crianças revelavam o encantamento diante de algo que fugia do cotidiano escolar e se aproximava de uma vivência cheia de significado. A proposta faz parte de um trabalho pedagógico que busca apresentar aos pequenos a importância dos povos indígenas na formação do Brasil. Muito além da história, eles são fundamentais na agricultura, na culinária e na construção da identidade cultural do país — aspectos que aparecem, muitas vezes, no dia a dia, sem que se perceba a origem. Conhecimento que se vive Durante a atividade, as crianças puderam conhecer objetos tradicionais e participar de uma degustação de alimentos presentes na cultura indígena. Entre eles, aipim, milho, banana, batata-doce e temperos como açafrão e páprica. Cada elemento foi pensado para aproximar o aprendizado da realidade, despertando curiosidade e interação. Ao longo da vivência, as professoras também trouxeram explicações importantes de forma leve e acessível. Uma delas foi sobre o próprio significado da palavra “indígena”, que quer dizer “natural do lugar em que vive”. A reflexão ajudou as crianças a entenderem que cada povo possui sua própria história, cultura e identidade. Outro ponto abordado foi a forma como esses povos são reconhecidos atualmente. Termos antes utilizados, como “índios”, vêm sendo substituídos por expressões mais respeitosas, como “povos indígenas” ou “povos originários”, reforçando a importância de valorizar suas culturas de maneira adequada e atualizada. Aprender com o olhar, o toque e a experiência Atividades como essa mostram como o aprendizado pode ir além dos livros. Quando a criança vê, toca, experimenta e participa, o conhecimento ganha outra força — mais viva, mais concreta e muito mais significativa. No Colégio Anglo Salto, iniciativas como essa reforçam a importância de uma educação ampla, que estimula sentidos e emoções, além da parte cognitiva. Quando o aluno vivencia o conteúdo, ele não apenas aprende: ele guarda a experiência com mais facilidade na memória e leva esse aprendizado para a vida. Momentos como esse também ajudam a construir respeito, empatia e valorização das diferentes culturas desde os primeiros anos escolares. E é justamente nessa fase que tudo começa a fazer sentido de forma mais profunda e duradoura. Vale conferir algumas fotos no nosso Instagram Veja também no blog: Convivio Social | Criança | Empatia e Educação | Gincana
24 de abril, 2026
Uso de tela e impactos no aprendizado
O uso de tela faz parte da rotina de crianças e adolescentes, seja para estudar, conversar, jogar, assistir a vídeos ou acessar informações. O problema aparece quando celulares, tablets, computadores, televisores e videogames ocupam espaço desproporcional no dia a dia e começam a interferir no sono, na atenção, na convivência, na atividade física e no desempenho escolar. Nessas situações, a tecnologia deixa de ser apenas recurso de apoio ou entretenimento e passa a afetar hábitos importantes para o desenvolvimento. A discussão não depende apenas de contar horas em frente aos aparelhos. O contexto também importa. Uma criança que usa o computador para uma pesquisa escolar supervisionada vive uma experiência diferente daquela que passa longos períodos alternando vídeos curtos, jogos e redes sociais, sem pausa, até tarde da noite. A idade, o tipo de conteúdo, o horário de uso, a presença de mediação adulta e os prejuízos observados na rotina ajudam a definir quando o uso se tornou excessivo. Sono é um dos primeiros aspectos afetados Um dos impactos mais frequentes do excesso de telas ocorre no sono. O uso de dispositivos no período noturno dificulta a desaceleração necessária para o descanso. Vídeos, jogos, mensagens e redes sociais mantêm o cérebro em estado de alerta e podem prolongar o tempo de uso sem que a criança ou o adolescente perceba. Quando o sono é prejudicado, os efeitos aparecem no dia seguinte. Sonolência, irritação, dificuldade de concentração, queda de disposição e menor tolerância a frustrações são sinais comuns. Em idade escolar, dormir mal interfere na memória, na assimilação de conteúdos e na participação em sala de aula. Para Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto, de Salto (SP), o impacto do uso excessivo pode ser percebido em diferentes momentos da rotina escolar: “Quando o estudante chega cansado, disperso ou irritado, a aprendizagem tende a ser afetada. Por isso, o uso de tela precisa ser observado também a partir dos efeitos que provoca no dia seguinte”. Atenção e concentração podem ficar comprometidas Grande parte dos conteúdos digitais é organizada para captar a atenção rapidamente. Notificações, vídeos curtos, mudanças constantes de imagem e recompensas imediatas estimulam trocas frequentes de foco. Esse padrão pode dificultar atividades que exigem continuidade, paciência e esforço mental mais prolongado. Na escola, esse efeito pode aparecer em tarefas como leitura, escrita, resolução de problemas, acompanhamento de explicações e revisão de conteúdos. Alguns estudantes demonstram impaciência com atividades que exigem mais tempo. Outros têm dificuldade para concluir exercícios, organizar o estudo ou manter atenção sem interrupções. Isso não significa que a tecnologia, por si só, cause problemas de concentração. O ponto de atenção está no predomínio de experiências rápidas e fragmentadas sobre outras formas de aprender. Estudar, ler, conversar e resolver problemas exigem ritmo diferente daquele oferecido por muitos aplicativos e plataformas digitais. Comportamento muda quando faltam limites O uso de tela em excesso também pode interferir no comportamento. Irritabilidade quando o aparelho é retirado, resistência para interromper jogos ou vídeos, dificuldade para esperar, desinteresse por brincadeiras presenciais e necessidade constante de estímulo são sinais que merecem atenção. Em muitas famílias, os conflitos surgem porque não há rotina clara. O aparelho entra nos horários de refeição, estudo, descanso e convivência. Sem previsibilidade, fica mais difícil para crianças e adolescentes entenderem quando podem usar a tecnologia e quando precisam se dedicar a outras atividades. Na infância, a tela pode passar a funcionar como resposta automática para tédio, espera ou frustração. Quando isso ocorre com frequência, a criança tem menos oportunidades de desenvolver recursos próprios para lidar com esses momentos. Na adolescência, o problema pode envolver também redes sociais, comparação, sensação de pertencimento e medo de ficar fora das conversas do grupo. “O limite não deve aparecer apenas no momento do conflito. Ele precisa fazer parte de uma rotina conhecida pela criança e pelo adolescente, com horários, combinados e acompanhamento dos adultos”, avalia Derval Fagundes de Oliveira. Convivência e movimento também entram na conta Quando a tela ocupa a maior parte do tempo livre, outras experiências perdem espaço. Brincadeiras, leitura, esporte, conversa, descanso e convivência presencial são atividades importantes para o desenvolvimento e não devem ser substituídas de forma permanente pelos dispositivos. Na infância, o movimento ajuda na coordenação, na percepção espacial, na autonomia e na regulação da energia. Correr, brincar, explorar ambientes e participar de jogos presenciais fazem parte da aprendizagem cotidiana. Na adolescência, a redução da atividade física pode contribuir para sedentarismo, cansaço, piora do sono e menor disposição. A convivência familiar também pode ser afetada. Em alguns casos, a tela reduz o diálogo porque ocupa momentos de encontro. Em outros, gera disputas constantes entre adultos e crianças. Há ainda situações em que a interação presencial perde espaço para trocas digitais mais imediatas, o que pode limitar experiências como esperar a vez, negociar conflitos, perceber expressões e lidar com regras sociais no contato direto. O papel da escola e da família A escola participa desse debate porque percebe efeitos do uso excessivo no rendimento, no comportamento e na atenção dos estudantes. Sono em sala, queda de desempenho, irritação, dificuldade para concluir tarefas, cansaço frequente e dependência intensa do celular nos intervalos podem indicar que a relação com as telas precisa ser observada com mais cuidado. O assunto, no entanto, não deve ser tratado apenas como indisciplina ou proibição. A orientação sobre uso responsável da tecnologia envolve cidadania digital, privacidade, segurança, qualidade da informação, organização do tempo e equilíbrio entre atividades online e presenciais. As famílias têm papel decisivo porque muitos hábitos digitais são formados em casa. Crianças e adolescentes observam como os adultos usam o celular, a televisão e o computador. Por isso, regras para os filhos tendem a funcionar melhor quando fazem parte de uma organização familiar mais ampla, com horários definidos, momentos sem aparelhos e alternativas concretas de convivência, estudo, descanso e lazer. Sinais como piora persistente do sono, queda no rendimento, isolamento, irritação intensa ao interromper o uso, ansiedade para checar mensagens e perda de interesse por atividades presenciais devem ser acompanhados. Quando aparecem em conjunto e se repetem, indicam que a rotina digital precisa ser revista com mais atenção por família e escola. Para saber mais sobre o assunto, visite https://www.iff.fiocruz.br/index.php/pt/?catid=8&id=35%3Auso-das-telas&view=article e https://fiocruz.br/noticia/2023/05/iff-fiocruz-divulga-pesquisa-sobre-atividade-fisica-tempo-de-tela-e-sono-durante
22 de abril, 2026
Anglo Salto promove 11ª Gincana "Líder em Mim"
No último sábado de março, dia 28, o Colégio Anglo Salto transformou o pátio em um laboratório de liderança com a realização da 11ª Gincana Líder em Mim. Destinado aos alunos do Ensino Fundamental I, o evento uniu competições esportivas e dinâmicas cooperativas para trabalhar, de forma pedagógica, as habilidades socioemocionais dos estudantes. A iniciativa integra o programa "Líder em Mim", que entre as frente de atuação, tem a gincana fundamentada nos princípios do best-seller de Stephen Covey. Líder em Mim Por meio do projeto Líder em Mim, o Colégio Anglo Salto promove diversas ações que incentivam os alunos a serem protagonistas de suas próprias histórias, a tomarem decisões conscientes, a estabelecerem metas e a colaborarem de forma responsável com os colegas. Cada projeto, atividade ou dinâmica é pensado para que os estudantes aprendam a liderar suas próprias atitudes, respeitar o próximo e contribuir positivamente para a comunidade escolar. O programa também conecta o aprendizado acadêmico ao desenvolvimento emocional. Ao participar de ações como a I Gincana, os alunos não apenas conhecem os colegas de outras turmas, mas também praticam habilidades essenciais como empatia, comunicação clara, escuta ativa e resolução de conflitos. São competências que vão além da sala de aula e ajudam as crianças a se tornarem cidadãos conscientes e preparados para os desafios do futuro. Segundo a Coordenadora Pedagógica do Colégio Anglo Salto, Cristiane Silva, “o programa incentiva o protagonismo e desenvolve a responsabilidade, a autonomia e o trabalho em equipe. A ideia é formar alunos mais conscientes e confiantes não só para os estudos, mas para a vida”, explica. Estratégia e Cooperação Durante a gincana, os alunos foram divididos em equipes para enfrentar desafios que exigiam mais do que esforço físico. Provas de queimada, circuitos e jogos de revezamento foram estruturados para que os estudantes percebessem que o sucesso individual depende do suporte coletivo. Cada etapa da gincana foi planejada com foco nos 7 Hábitos: Proatividade: Assumir responsabilidades nas provas. Objetivo em mente: Planejar estratégias antes da execução. O mais importante: Organizar as tarefas dentro das equipes. Sinergia: Trabalhar de forma colaborativa para resultados superiores. Mentalidade Ganha/Ganha: Valorizar o respeito e o espírito esportivo. Compreenda: Ouvir e respeitar os colegas. Afine o instrumento: Cuidar do corpo e da saúde por meio do esporte e da alimentação. Habilidades As habilidades sociais são construídas aos poucos, a partir de experiências de convivência, da mediação dos adultos e da forma como o estudante aprende a se posicionar dentro de um grupo. Quando há espaço para interação, escuta e resolução de conflitos, o convívio se transforma em parte importante da formação. Desde cedo, o convívio social coloca a criança diante de situações que exigem adaptação. Ao brincar com outras pessoas, dividir materiais, esperar a vez ou participar de uma atividade em grupo, ela começa a perceber que não está sozinha e que suas ações produzem efeitos no ambiente. Saiba mais sobre convívio social e o desenvolvimento das habilidades. Confira matéria em nosso blog https://blog.anglosalto.com.br/post/postagem/336 Valores que ficam Para o Colégio Anglo Salto, o resultado da gincana não é medido apenas por medalhas conquistadas, mas pelas experiências adquiridas. Ao praticar a escuta ativa (compreender antes de ser compreendido) e a organização de prioridades, os alunos vivenciam os conceitos que, há três décadas, tornaram a obra de Covey uma das mais influentes do mundo. “O intuito foi mostrar que competir também é colaborar e crescer juntos. Todos saem ganhando quando levam consigo esses valores”, conclui Cristiane.
17 de abril, 2026