02/12/2024
As redes sociais se tornaram parte integrante do cotidiano dos adolescentes, oferecendo meios rápidos de interação, expressão pessoal e aprendizado. No entanto, seu uso traz implicações tanto positivas quanto negativas, exigindo atenção por parte de pais e educadores para que os jovens desenvolvam uma relação saudável com essas plataformas. A supervisão e o diálogo são ferramentas indispensáveis para equilibrar os impactos das redes sociais no desenvolvimento escolar e emocional.
Por um lado, as redes sociais proporcionam um espaço para criatividade e expressão. Plataformas como Instagram e TikTok permitem que adolescentes compartilhem interesses, desenvolvam habilidades artísticas e explorem conteúdos educacionais. Essas plataformas também oferecem acesso a notícias e discussões relevantes, contribuindo para a formação de uma visão crítica sobre o mundo. “As redes sociais, quando usadas com responsabilidade, podem complementar o aprendizado e ampliar as perspectivas dos jovens”, observa Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto.
Por outro lado, os desafios são significativos. O excesso de tempo gasto nas redes pode levar à queda no desempenho escolar, comprometendo a concentração e o foco nos estudos. Além disso, a exposição desmedida de informações pessoais representa um risco à segurança, enquanto o cyberbullying pode afetar gravemente a autoestima e o bem-estar emocional dos adolescentes. Para Derval, “o equilíbrio é essencial para que as redes sociais sejam uma ferramenta de apoio, e não uma barreira para o desenvolvimento acadêmico e social”.
A influência das redes sociais no desempenho escolar é evidente. Muitos adolescentes enfrentam dificuldades para manter a atenção durante as aulas ou nas tarefas devido ao hábito de verificar constantemente notificações e mensagens. Por outro lado, o uso consciente dessas plataformas pode contribuir positivamente para os estudos, como na troca de informações entre colegas ou no acesso a conteúdos educativos de qualidade.
A orientação adequada sobre o uso das redes sociais começa com o diálogo em casa. Pais e educadores precisam estar atentos aos hábitos digitais dos jovens, incentivando práticas seguras, como limitar o tempo de uso, configurar perfis privados e evitar interações com desconhecidos. Além disso, é essencial que os adolescentes compreendam os impactos do uso excessivo das redes na saúde mental e física, como ansiedade, estresse e distúrbios no sono.
Por fim, o equilíbrio é a chave para que as redes sociais sejam um complemento positivo na vida dos adolescentes. Incentivar atividades offline, como esportes, leitura e interação familiar, ajuda a reduzir a dependência das telas e promove o desenvolvimento integral dos jovens. Para saber mais sobre redes sociais, visite https://veja.abril.com.br/saude/novos-estudos-revelam-os-graves-impactos-do-uso-de-celulares-por-criancas e https://www.oficinadanet.com.br/post/18285-vantagens-e-desvantagens-das-redes-sociais