24/03/2025
Recusar legumes no prato ou fazer careta ao ver um suco verde são atitudes comuns entre crianças, mas que podem ser superadas com paciência e criatividade. O incentivo a uma alimentação saudável começa dentro de casa, e a forma como os adultos lidam com a comida tem forte influência sobre o comportamento alimentar infantil.
A insistência em forçar o consumo de certos alimentos muitas vezes gera o efeito contrário. Quando há pressão, o alimento passa a ser visto como um castigo. Uma alternativa mais eficiente é a exposição frequente e sem obrigatoriedade. Oferecer a mesma fruta ou legume em dias diferentes, preparados de maneiras variadas, aumenta a chance de aceitação com o tempo.
“O primeiro passo é tornar o momento da refeição positivo e divertido, sem cobranças excessivas”, orienta Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto. Segundo ele, as crianças aprendem com o exemplo e se sentem mais seguras quando os hábitos alimentares da casa são coerentes com aquilo que se espera delas.
Envolver os pequenos na rotina da alimentação é outra estratégia eficaz. Levar a criança ao mercado para escolher frutas e legumes, convidá-la para lavar os alimentos ou montar o prato em casa são formas de criar vínculo com o que ela vai consumir. Quando participa do processo, ela se sente parte da escolha e tende a experimentar com mais abertura.
A apresentação dos pratos também pode ajudar bastante. Alimentos cortados em formatos divertidos ou organizados com cores e texturas diferentes despertam a curiosidade e tornam a refeição mais lúdica. Um lanche com carinha feliz ou um desenho feito com legumes no prato pode estimular o interesse sem transformar a comida em brincadeira.
O ambiente escolar também tem papel relevante nesse processo. Se a lancheira traz opções nutritivas e variadas, a criança começa a associar o hábito alimentar saudável à rotina e não apenas ao controle familiar. Para isso, vale investir em combinações simples: um pão integral com queijo branco, uma fruta cortada e uma garrafinha de água já representam uma opção equilibrada.
A criação de bons hábitos alimentares influencia diretamente o desenvolvimento físico, emocional e intelectual da criança. Uma dieta rica em nutrientes como ferro, vitaminas do complexo B e ômega-3 contribui para a concentração, o raciocínio e o rendimento escolar. Além disso, uma boa alimentação reduz o risco de doenças, fortalece o sistema imunológico e promove mais disposição para as atividades do dia a dia.
Para saber mais sobre alimentação saudável, visite https://dragiupediatra.com.br/5-dicas-para-promover-uma-alimentacao-saudavel-na-infancia/ e https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca/primeira-infancia/alimentacao-saudavel