19/05/2025
Adolescência não é só uma fase de mudanças — é uma etapa que pede presença, escuta e conexão. E é justamente isso que a série Adolescência, da Netflix, tem despertado em quem assiste: a urgência de olhar com mais atenção para o que os jovens sentem e enfrentam. Sem romantizar, a produção joga luz sobre temas delicados, como saúde mental, pressão social, identidade, conflitos em casa e aquela sensação de não pertencer a lugar nenhum — tão comum nessa idade.
Mais do que entreter, a série é uma oportunidade de abrir espaço para conversas reais. Um chamado para que pais, responsáveis e educadores deixem de lado a ideia de que “vai passar sozinho” e enxerguem os adolescentes como indivíduos em formação, que precisam de apoio para se conhecer, se posicionar e construir um futuro com propósito.
É com esse olhar que o Colégio Anglo Salto atua: compreendendo que o adolescente precisa muito mais do que conteúdo. Ele precisa ser visto. Por isso, a escola desenvolve um trabalho que une formação acadêmica de excelência com acolhimento e desenvolvimento emocional, investindo em ações e programas que contribuem para o bem-estar dos estudantes.
O Programa Líder em Mim é um dos pilares desse trabalho. Por meio dele, os alunos são convidados a refletir sobre quem são, o que sentem, como lidam com desafios e de que forma podem desenvolver autoconfiança. Basta assistir a poucos episódios da série para entender o quanto a falta de autoconhecimento pode gerar escolhas impulsivas, isolamento e sofrimento. O trabalho preventivo faz toda a diferença — e é nisso que o colégio acredita.
Outro ponto abordado na série — e que merece atenção — é o vazio que surge quando os jovens não têm metas, não se sentem úteis ou criativos. No Anglo Salto, iniciativas como o Mind Makers trazem justamente esse estímulo: incentivar o pensamento crítico, o raciocínio lógico e o empreendedorismo desde cedo. Os projetos desenvolvidos envolvem os alunos em experiências que motivam e despertam entusiasmo.
A convivência com os colegas, outro foco da série, é também trabalhada com cuidado. Atividades de integração, ações solidárias, eventos com as famílias criam oportunidades para que os alunos aprendam a respeitar, colaborar e enxergar o outro com mais empatia.
Não dá para esquecer também o papel do esporte. Além de fazer bem para o corpo, a prática esportiva é uma forma poderosa de canalizar emoções, desenvolver disciplina e criar vínculos. No Anglo Salto, os torneios, treinos e campeonatos fazem parte da rotina — e contribuem para o equilíbrio físico e mental dos estudantes, especialmente num tempo de excesso de telas e isolamento digital.
Mas, como mostra a série, muitos dos conflitos vividos pelos personagens nascem dentro de casa — pela ausência emocional dos pais, pela falta de diálogo ou pelo excesso de liberdade digital sem acompanhamento. E isso também acontece na vida real. Por isso, mais do que cobrar, é preciso se fazer presente. Saber o que os filhos consomem, com quem se relacionam, e principalmente, reservar tempo para conversar, escutar de verdade e orientar com afeto.
A adolescência é uma fase rica em potencial, cheia de energia. Mas, para que tudo isso floresça, é preciso cuidado, orientação e presença. Com apoio da família e o acolhimento, os jovens encontram o espaço seguro que precisam para crescer bem e de forma completa.