21/05/2025
Chamar a atenção logo nas primeiras linhas de uma redação pode ser decisivo para o sucesso do texto. Uma introdução bem-feita desperta o interesse do leitor, apresenta o tema de forma clara e aponta o caminho que será seguido nos parágrafos seguintes. Quando mal construída, no entanto, compromete o entendimento e enfraquece toda a argumentação que virá depois.
No caso da dissertação argumentativa, mais comum em vestibulares e no Enem, a introdução deve apresentar o assunto, contextualizar o leitor e deixar evidente qual será a tese — ou seja, a posição que o autor defenderá. Isso deve ser feito de forma objetiva, sem exageros ou floreios desnecessários. Dados estatísticos, referências históricas, citações conhecidas ou perguntas provocativas podem ser boas ferramentas para iniciar o texto, desde que se relacionem diretamente com o tema proposto.
“O estudante precisa aprender a usar a introdução como uma ponte entre o tema proposto e a opinião que ele irá defender”, explica Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto. “Uma boa abertura já organiza o raciocínio e transmite segurança ao leitor”, orienta.
Um erro comum é iniciar com frases genéricas ou clichês, como “Desde os tempos antigos...” ou “Na sociedade atual...”, que não dizem nada de concreto sobre o tema. Outro problema frequente é apresentar ideias soltas ou contraditórias, sem estabelecer com clareza a linha de raciocínio que será seguida.
Antes de escrever, é importante planejar. O estudante deve compreender o tema proposto, definir seu ponto de vista e esboçar os argumentos que serão usados no desenvolvimento. A partir disso, constrói-se uma introdução com três elementos básicos: apresentação do tema, contextualização com algum gancho interessante e formulação da tese.
É recomendável evitar antecipar os argumentos nos primeiros parágrafos. A introdução deve abrir espaço para eles, não substituí-los. Uma redação organizada apresenta um parágrafo de introdução, dois ou três parágrafos de desenvolvimento (com um argumento principal em cada) e um parágrafo de conclusão, que retoma a tese e, no caso do Enem, traz a proposta de intervenção.
O uso adequado de conectivos desde a introdução ajuda a garantir coesão textual. Expressões como “diante disso”, “nesse contexto”, “é necessário considerar” e “vale destacar” auxiliam na fluidez das ideias. E, como em toda parte da redação, o domínio da norma culta da língua é essencial.
A prática é a melhor forma de aperfeiçoar essa habilidade. Analisar boas redações, testar diferentes formas de iniciar um texto e buscar a correção de professores ou especialistas são passos fundamentais para desenvolver introduções cada vez mais impactantes e eficazes. Para saber mais sobre redação, visite https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/dicas/o-melhor-tipo-redacao.htm e https://suprema.edu.br/noticia/como-fazer-uma-boa-redacao-para-o-enem-ou-vestibular