23/05/2025
O distanciamento repentino dos amigos, a recusa em usar o celular e mudanças bruscas de humor podem ser os primeiros sinais de que uma criança ou adolescente está sendo vítima de cyberbullying. Essa forma de violência, que ocorre nas redes sociais, em aplicativos de mensagens e até em jogos online, causa impactos profundos e, muitas vezes, silenciosos. Por isso, é fundamental que os pais estejam atentos às pistas do comportamento dos filhos.
Diferente do bullying presencial, que acontece em momentos delimitados, o cyberbullying invade a privacidade da vítima de forma constante, mesmo fora da escola. O sofrimento causado por insultos, boatos, ameaças e exclusão virtual pode gerar ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, automutilação e até ideias suicidas. Quanto mais cedo os pais perceberem os sinais, maiores são as chances de intervenção eficaz.
Entre os comportamentos mais comuns estão a queda no rendimento escolar, isolamento, insônia, alterações na alimentação e reações desproporcionais a críticas. Observar como seu filho reage após usar o celular é um caminho importante para descobrir se há algo errado. Muitos jovens choram ou ficam irritados depois de acessar redes sociais, mas não falam por medo ou vergonha. Nessas situações, o acolhimento é essencial.
“O diálogo contínuo e sem julgamentos ainda é a melhor forma de proteger os jovens contra o cyberbullying”, destaca Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto. “Criar um espaço seguro para a conversa faz com que a criança se sinta ouvida e compreendida”, reforça.
Se confirmado o caso, os pais devem agir com firmeza e empatia. É importante salvar todas as provas, como prints e mensagens, bloquear os agressores e registrar boletim de ocorrência caso haja exposição pública ou ameaça. A escola deve ser comunicada sempre que o problema envolver colegas ou impactar o ambiente escolar.
Além disso, buscar apoio psicológico para a vítima pode ser determinante. O acompanhamento profissional ajuda a reconstruir a autoestima e a lidar com os traumas causados pelas agressões virtuais. Outra medida importante é ensinar as crianças sobre segurança digital desde cedo, com orientações claras sobre o que compartilhar, como se proteger e quando pedir ajuda.
A prevenção começa com educação digital e se fortalece com empatia. Quando escola e família caminham juntas, fica mais fácil identificar o problema e interromper o ciclo de violência. Para saber mais sobre cyberbullying, visite https://www.todamateria.com.br/cyberbullying/ e https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/cyberbullying.htm