28/05/2025
Ouvir determinadas músicas pode melhorar a capacidade de concentração de crianças e adolescentes durante os estudos. Estímulos sonoros com ritmo suave e harmonia equilibrada ajudam a reduzir a ansiedade, estabilizar os batimentos cardíacos e criar um ambiente mental mais propício para a aprendizagem. Esse efeito já foi comprovado por pesquisas científicas, especialmente quando se trata de estilos instrumentais, como música clássica, lo-fi, jazz e trilhas sonoras.
Entre os adolescentes, a ligação com a música é ainda mais intensa. É comum que desenvolvam preferências marcantes, associadas às próprias emoções, o que torna o som uma ferramenta poderosa de autorregulação. Quando escolhida com critério, a trilha sonora de um momento de estudo pode contribuir significativamente para o rendimento escolar e o equilíbrio emocional. “A música tem a capacidade de ativar diversas regiões do cérebro, inclusive aquelas ligadas à memória, à atenção e ao raciocínio lógico”, explica Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto.
Além do efeito imediato sobre o foco, a música também pode ajudar na memorização de conteúdos. Canções que utilizam rimas ou repetições facilitam a fixação de informações, principalmente entre estudantes com maior perfil auditivo. Esse é o princípio usado, por exemplo, em jingles educativos ou em atividades de musicalização infantil voltadas à alfabetização.
Outro aspecto importante é o efeito da música na saúde emocional. Durante períodos de estresse, insegurança ou sobrecarga, o contato com melodias que transmitam calma pode ajudar o estudante a relaxar e retomar o controle emocional. Em vez de ser uma distração, nesses casos, a música funciona como um suporte para a concentração e a persistência diante de tarefas mais exigentes.
No entanto, é preciso observar que nem toda música tem o mesmo impacto. Canções com letras intensas, batidas muito aceleradas ou alto volume podem provocar o efeito contrário, dispersando a atenção e atrapalhando a retenção de conteúdo. A escolha do que ouvir deve ser feita com cuidado e, de preferência, testada pelo próprio estudante, que é quem melhor saberá identificar o que funciona para si.
Em casa, os pais podem orientar e observar os efeitos da música na rotina de estudos. Alternar momentos de silêncio com músicas calmas, incentivar o uso de fones em volumes adequados e dialogar sobre os hábitos musicais dos filhos são práticas que ajudam a transformar o som em uma aliada da concentração — e não em um obstáculo.
A música pode ser leve como um fundo sonoro ou transformadora como uma inspiração. Integrá-la ao dia a dia, de forma equilibrada e intencional, é uma maneira simples e eficaz de ampliar o foco, melhorar o desempenho escolar e fortalecer o bem-estar dos jovens.
Para saber mais sobre música, visite https://www.sabra.org.br/site/musica-e-adolescencia/#google_vignette e https://leiaecocentral.com.br/sons-que-moldam-o-cerebro-a-conexao-entre-musica-e-aprendizado-infantil/