02/06/2025
A formação de ossos fortes e saudáveis durante a infância depende de vários fatores, e a vitamina D ocupa um lugar central nesse processo. Sem ela, o corpo não consegue absorver corretamente o cálcio e o fósforo — dois minerais fundamentais para o crescimento e a manutenção da estrutura óssea. Quando em falta, a vitamina D pode comprometer o desenvolvimento físico, causar fraqueza muscular, aumentar o risco de fraturas e afetar até mesmo o humor e o desempenho escolar das crianças.
O estilo de vida atual, com muitas horas em ambientes fechados, uso frequente de telas e pouca exposição à luz natural, tem reduzido a produção natural da vitamina pelo organismo. Isso ocorre porque cerca de 90% da vitamina D é sintetizada pela pele por meio da luz solar — e apenas 10% é obtido por meio da alimentação. O resultado é que muitas crianças e adolescentes têm apresentado níveis abaixo do ideal, mesmo vivendo em um país tropical.
Além da saúde óssea, a vitamina D participa de funções ligadas à imunidade, ao sistema nervoso e à produção hormonal. Estudos apontam que sua deficiência pode estar relacionada a quadros de infecções respiratórias recorrentes, irritabilidade, fadiga e dificuldades de aprendizado. Em longo prazo, a carência desse nutriente pode favorecer o surgimento de doenças como osteoporose e diabetes tipo 2. “Manter níveis adequados de vitamina D é essencial não só para os ossos, mas também para o equilíbrio emocional e o desempenho escolar das crianças”, destaca Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto.
Para manter níveis adequados de vitamina D, é recomendável estimular o contato direto com o sol, preferencialmente até as 10h da manhã ou após as 16h, sem o uso de protetor solar nesse período inicial. Crianças de pele mais clara precisam de cerca de 15 minutos por dia, enquanto as de pele mais escura podem necessitar de até 60 minutos. Em dias nublados ou durante o inverno, quando a produção natural é menor, a suplementação pode ser uma alternativa necessária, desde que indicada por um profissional da saúde.
Outro ponto importante é diversificar a alimentação com alimentos ricos em vitamina D, como ovos, fígado, leite, queijos, cogumelos e peixes de água fria. Ainda que a alimentação represente uma parcela menor da reposição, ela contribui para complementar os níveis ideais e deve fazer parte da rotina familiar.
Garantir a quantidade certa de vitamina D é uma decisão estratégica para promover um desenvolvimento físico e cognitivo mais equilibrado. Com orientação e atenção às rotinas diárias, é possível oferecer às crianças as condições ideais para crescer com mais saúde e qualidade de vida. Para saber mais sobre vitamina D, visite https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2024/12/20/vitamina-d-sociedade-brasileira-de-pediatria-passa-a-recomendar-suplementacao-para-criancas-e-adolescentes.ghtml e https://www.tuasaude.com/para-que-serve-a-vitamina-d/