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Dor de cabeça na infância pode ter múltiplas causas

Por que seu filho pode ter dor de cabeça com frequência

20/06/2025

Após dias de prova, mudanças na rotina ou longos períodos de tela, muitas crianças apresentam queixas de dor de cabeça. Embora seja mais associada aos adultos, esse tipo de desconforto é bastante comum entre os pequenos e precisa ser compreendido com atenção. A dor pode ser reflexo de aspectos físicos, emocionais ou até ambientais, exigindo uma escuta cuidadosa dos pais.

A dificuldade em descrever o que sentem pode fazer com que muitas dores de cabeça infantis passem despercebidas. Quando a criança evita atividades que normalmente gosta, recusa ir à escola, demonstra sensibilidade à luz ou busca ambientes silenciosos, é hora de investigar. Situações como essas indicam que a dor está interferindo diretamente em sua rotina e qualidade de vida.

Alguns alunos demonstram desconforto de forma sutil, mas recorrente. A dor de cabeça pode ser o único sinal visível de um problema maior, como estresse escolar ou dificuldade de adaptação”, observa Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto. “Pais atentos ajudam muito no diagnóstico precoce e no cuidado efetivo”, complementa.

Entre as causas mais comuns estão a cefaleia tensional e a enxaqueca. A primeira tem relação direta com o excesso de atividades, pressões acadêmicas e emoções acumuladas. Já a enxaqueca costuma vir acompanhada de náusea, vômitos, sensibilidade à luz e ao som — e, nas crianças, pode afetar ambos os lados da cabeça, principalmente a região frontal.

Alguns gatilhos ambientais e alimentares também estão frequentemente relacionados: sono insuficiente, jejum prolongado, alimentos industrializados, mudanças climáticas, excesso de ruído e tempo excessivo de tela. Além disso, problemas oculares — como hipermetropia e dificuldades de convergência — também podem causar dor, especialmente após tarefas escolares que exigem esforço visual prolongado.

Manter um diário de episódios pode ajudar a identificar padrões. Nele, os pais devem anotar horários, intensidade, duração e possíveis fatores relacionados. Isso auxilia o pediatra a indicar os exames ou encaminhamentos necessários. Quando a origem não está clara, a avaliação de oftalmologistas ou neurologistas pode ser indicada.

Em casos mais complexos, em que há sintomas adicionais como vômitos em jato, febre persistente, alterações motoras ou visuais, a busca por atendimento médico deve ser imediata. Felizmente, a maior parte das dores de cabeça infantis pode ser controlada com ajustes simples na rotina, como garantir boas noites de sono, alimentação equilibrada, hidratação e pausas adequadas nas atividades.

Também é fundamental considerar o estado emocional da criança. A dor pode ser a forma que ela encontrou de expressar tensões internas ou inseguranças. Quando isso ocorre, a escuta sem julgamento e, se necessário, o acompanhamento psicológico, ajudam a aliviar o sofrimento e restaurar o equilíbrio emocional.

Cuidar de uma dor de cabeça recorrente não significa apenas administrar um sintoma. Significa reconhecer, acolher e investigar o que há por trás de um desconforto que pode ser físico, mas também emocional. A atenção dos adultos faz diferença no diagnóstico e no cuidado que garante mais qualidade de vida às crianças. Para saber mais sobre dor de cabeça, visite https://neurocop.com.br/blog/dor-de-cabeca-em-crianca/ e https://sbop.com.br/paciente/doenca/dor-de-cabeca-cefaleia-em-crianca/

 


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