23/06/2025
Choros intensos, dores de barriga repentinas e resistência constante ao sair de casa são sinais que não devem ser ignorados. A recusa em ir para a escola, presente em muitas famílias, pode ter causas emocionais profundas. Em vez de tratar o comportamento como uma teimosia, é essencial compreender o que a criança está sentindo e criar um ambiente de apoio e escuta.
A rejeição ao ambiente escolar muitas vezes esconde inseguranças e medos. Dificuldades com a adaptação a um novo espaço, separação dos pais, conflitos com colegas ou mesmo dificuldades com o aprendizado podem gerar ansiedade e tornar o simples ato de ir para a escola um grande desafio. “Nesses casos, é preciso olhar para além da superfície e tentar entender o que realmente está acontecendo com a criança”, afirma Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto.
Um comportamento comum é a manifestação de sintomas físicos antes do horário escolar: enjoos, dores de cabeça e mal-estar podem indicar sofrimento emocional. Como nem sempre as crianças sabem ou conseguem expressar seus sentimentos com clareza, o corpo acaba falando por elas.
A primeira atitude dos pais deve ser escutar sem julgar. Comentários como “isso é manha” ou “você precisa ir de qualquer jeito” podem fechar o canal de diálogo. Em vez disso, perguntas simples feitas com paciência — “tem algo acontecendo na escola que te deixa triste?” — abrem espaço para que a criança se sinta compreendida.
Criar uma rotina previsível também é uma estratégia eficaz. Horários regulares para acordar, fazer as refeições e dormir trazem uma sensação de segurança. Uma boa noite de sono, inclusive, impacta diretamente na disposição e no humor, facilitando a ida à escola.
Outra iniciativa importante é tornar o ambiente escolar mais familiar. Levar a criança para conhecer os espaços com calma, participar da escolha do material ou conversar sobre o que ela mais gosta de fazer nas aulas são formas de gerar vínculo positivo com o local.
A colaboração entre escola e família faz toda a diferença. Professores e equipe pedagógica podem observar comportamentos, oferecer apoio emocional e ajudar na adaptação com empatia e cuidado. Em casos mais persistentes, a orientação de um psicólogo pode ser necessária para aprofundar o entendimento das causas e criar estratégias personalizadas de enfrentamento.
Nem todas as crianças se adaptam da mesma maneira ou no mesmo tempo. Respeitar esse ritmo e oferecer apoio sincero é o que ajuda a transformar o medo em confiança. Quando a escola deixa de ser uma fonte de tensão e passa a ser um espaço de acolhimento e descoberta, o processo de aprendizado ganha um novo sentido — para pais, filhos e educadores. Para saber mais sobre escola, visite https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/meu-filho-nao-quer-ir-a-escola-especialista-explica-como-agir,78850eac24db6d18f88080691f6cd9d7a67kwmtt.html#google_vignette e https://sunkids.com.br/blogs/blog-sunkids/meu-filho-nao-quer-ir-pra-escola-o-que-fazer?utm_term=1pz6hmvvo_1748473698498