11/07/2025
A pausa das férias é um momento estratégico para que crianças e adolescentes explorem novas possibilidades, sem a pressão de horários fixos ou avaliações. Incentivar hobbies nas férias é uma forma eficaz de transformar o tempo livre em aprendizado espontâneo, com benefícios que vão muito além do entretenimento.
Quando uma criança pinta por prazer, testa receitas, monta quebra-cabeças ou aprende um instrumento musical, está exercitando a criatividade e desenvolvendo habilidades que nem sempre têm espaço na rotina escolar. A ausência de cobranças transforma a experiência em algo leve, motivador e, muitas vezes, revelador de talentos adormecidos.
“O hobby é um espaço de liberdade, onde a criança pode aprender algo novo apenas por curiosidade ou interesse pessoal”, observa Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto. “Esse tipo de experiência fortalece a autoconfiança e amplia o repertório emocional”, afirma.
Mesmo as atividades mais simples têm grande potencial formativo. Desenhar ou construir com blocos exige concentração e paciência. Cozinhar ajuda a entender medidas, tempo, sequência e responsabilidade. Cuidar de plantas ensina sobre ritmo, cuidado e rotina. Ao repetir essas práticas por prazer, a criança internaliza valores importantes para a vida adulta, como disciplina, resiliência e senso de realização.
Com a ajuda da tecnologia, esse universo pode se expandir ainda mais. Tutoriais em vídeo, aplicativos educativos e cursos gratuitos permitem que o jovem explore temas como robótica, programação, fotografia ou até mágica. O essencial é que esse uso seja bem direcionado e tenha algum acompanhamento, para que o conteúdo consumido seja realmente educativo e instigante.
A presença dos pais é um incentivo decisivo. Compartilhar interesses, sugerir atividades ou simplesmente demonstrar apoio é muitas vezes o que falta para o início de um novo hobby. O mais importante é não transformar essa prática em mais uma obrigação. Permitir que a criança escolha o que quer fazer, respeitando suas preferências e ritmos, mantém o envolvimento espontâneo e prazeroso.
O fim das férias não precisa representar o abandono do hobby. Mesmo com menos tempo disponível, é possível manter o hábito aos fins de semana ou em momentos livres, mostrando que ele faz parte da vida da criança — e não apenas de um período isolado. Esse tipo de continuidade reforça a autonomia e o senso de identidade, além de oferecer um espaço de equilíbrio em meio à rotina.
A cada novo hobby, a criança descobre mais sobre si mesma e sobre o mundo. Por isso, o incentivo a essas práticas durante as férias deve ser visto não como um passatempo qualquer, mas como uma poderosa ferramenta de desenvolvimento. Para saber mais sobre novos hobbies nas férias, visite https://educasc.com.br/formacao/5-hobbies-para-desenvolver-nas-ferias-escolares/?utm_source=chatgpt.com