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menino com a mão no rosto com medo do escuro

Como ajudar a criança a vencer o medo do escuro

09/10/2024

O medo do escuro é um fenômeno comum em crianças, mas, em alguns casos, ele pode se transformar em uma fobia chamada nictofobia. Essa fobia é caracterizada por um medo intenso e irracional da escuridão, que pode gerar ansiedade e sintomas físicos, como suor, tremores e palpitações. Ajudar a criança a lidar com esse medo exige paciência e estratégias que promovam segurança e confiança, sempre respeitando o ritmo de cada uma.

Segundo Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto, é fundamental que os pais ajudem seus filhos a enfrentarem seus medos de maneira gradual, sem forçar situações que possam intensificar a fobia. “O apoio dos pais é essencial nesse processo de superação, criando um ambiente onde a criança se sinta segura e acolhida”, comenta o diretor.

Uma maneira eficaz de auxiliar a criança a superar a fobia de escuro é adotar uma abordagem gradual. Isso pode ser feito, por exemplo, usando uma luz noturna no quarto para diminuir a sensação de desconforto com a escuridão. Além disso, atividades que envolvem ambientes com pouca luz, como ler um livro com um abajur, podem ser introduzidas lentamente para que a criança se acostume com a falta de luz de forma natural e sem pressão.

Outra estratégia é conversar abertamente com a criança sobre seus medos. É importante validar seus sentimentos e mostrar que o que ela sente é compreensível. Ignorar ou minimizar o medo pode acabar reforçando a sensação de insegurança. Em vez disso, ao dialogar, os pais podem explicar que o escuro não é perigoso e que o ambiente ao seu redor continua o mesmo, com ou sem luz.

Criar uma rotina tranquila antes de dormir também pode ser uma excelente forma de amenizar o medo. Contar histórias calmas e evitar conteúdos que possam causar agitação ou assustar a criança são maneiras de tornar o ambiente de sono mais acolhedor. Atividades relaxantes antes de ir para a cama podem ajudar a criança a se sentir mais tranquila e pronta para dormir.

É importante que os pais evitem expor seus filhos a situações que possam aumentar o pânico, como deixar a criança sozinha em um quarto escuro sem preparo. Forçar esse tipo de enfrentamento pode piorar a situação. A exposição ao escuro deve ser feita de forma gradual, sempre com o suporte e a presença dos pais, para que a criança se sinta protegida.

Em casos em que a fobia persiste e afeta a rotina da criança, a ajuda de um profissional pode ser essencial. A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem eficaz para tratar fobias, pois ajuda a criança a reestruturar seus pensamentos e comportamentos em relação ao medo do escuro. Com o tratamento adequado, as crianças podem superar a nictofobia de forma saudável, recuperando sua segurança emocional.

A paciência, o acolhimento e a empatia são os principais aliados dos pais nesse processo. Com o apoio certo, a criança pode superar gradualmente o medo do escuro e se sentir mais confiante em enfrentar esse desafio. Para saber mais sobre fobia, visite https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/noticia/2021/08/o-que-e-nictofobia-5-pontos-para-entender-o-medo-do-escuro.html e https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Comportamento/noticia/2013/09/seu-filho-tem-medo-do-escuro.html

 

 


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