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criança comendo prato salada

Seletividade alimentar e seus impactos na infância

14/10/2024

A seletividade alimentar é uma característica comum entre crianças, marcada pela recusa de experimentar novos alimentos e a preferência por um repertório restrito. Embora seja frequente na primeira infância, a seletividade pode se prolongar e impactar tanto a nutrição quanto o desenvolvimento social da criança. Para os pais, compreender esse comportamento e saber como lidar com ele é essencial para garantir uma alimentação saudável e equilibrada.

Crianças seletivas costumam rejeitar diversos alimentos, aceitando apenas aqueles com os quais já estão familiarizadas. Isso pode levar a refeições repetitivas, limitando a ingestão de nutrientes essenciais. "A seletividade alimentar, quando não tratada adequadamente, pode comprometer o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Por isso é importante oferecer um ambiente de refeição tranquilo e convidativo", afirma Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto.

Esse comportamento também pode interferir nas interações sociais da criança, especialmente em situações que envolvem comida, como festas e passeios escolares. A ansiedade em relação à comida pode afastar a criança de momentos de convivência com colegas, prejudicando seu bem-estar emocional. Por isso, é importante que pais e educadores estejam atentos a esses sinais.

Além da rejeição alimentar, é comum que crianças seletivas demonstrem desconforto em relação a determinadas texturas, cheiros ou cores dos alimentos. Esse comportamento pode estar relacionado a experiências sensoriais negativas, como alergias alimentares ou desconfortos digestivos, que criam uma associação negativa com certos alimentos. Algumas crianças podem ter uma sensibilidade aumentada a esses estímulos, o que agrava a recusa alimentar.

A seletividade alimentar pode ser confundida com a neofobia alimentar, que é o medo de novos alimentos. Embora ambos os comportamentos possam ocorrer simultaneamente, a neofobia se caracteriza por um receio intenso e persistente de experimentar qualquer alimento desconhecido, enquanto a seletividade é mais focada em preferências alimentares restritas.

Os impactos nutricionais desse comportamento são preocupantes. A restrição a poucos alimentos pode resultar em deficiências de vitaminas e minerais, como ferro, cálcio e vitamina B12, que são cruciais para o crescimento e a imunidade da criança. É essencial que os pais busquem ajuda de profissionais, como nutricionistas e psicólogos, para garantir que a criança receba os nutrientes necessários para seu desenvolvimento.

Entre as estratégias recomendadas para lidar com a seletividade alimentar, a criação de um ambiente tranquilo durante as refeições é fundamental. Além disso, envolver a criança no preparo dos alimentos pode ser uma maneira eficaz de despertar seu interesse e aumentar sua disposição para experimentar novos sabores. Rotinas alimentares regulares também ajudam a criar uma relação mais positiva com a alimentação, garantindo que a criança se sinta segura e confortável para comer. Para saber mais sobre Seletividade alimentar, visite https://www.educarenutrir.com.br/blog/16/seletividade-alimentar-na-infancia-como-tratar e https://www.ipgs.com.br/seletividade-e-neofobia-alimentar-na-infancia/

 

 


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